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Policial militar é investigado por disparo que matou professor na Via Dutra no Rio

Policial militar é investigado por disparo que matou professor na Via Dutra no Rio

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro identificou o policial militar Lúcio da Silva Colito como o principal suspeito pela morte do professor e pesquisador Daniel Oliveira de Andrade, de 28 anos. O ataque ocorreu na madrugada de sábado (31/10), quando o automóvel em que a vítima viajava com amigos foi atingido por disparos de arma de fogo enquanto trafegava pela Rodovia Presidente Dutra, na altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que colheu depoimentos de testemunhas e realizou exames periciais no local do crime para fundamentar os procedimentos legais do caso.

Pedido de prisão e ausência de depoimento do policial

Diante do conjunto probatório reunido pelas equipes de investigação, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense representou à Justiça pela prisão temporária do investigado. O agente foi notificado formalmente para prestar depoimento na quinta-feira (5/11), mas não compareceu à unidade policial para apresentar sua versão sobre o ocorrido.

A corporação informou que as diligências continuam ativas para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos e apurar todas as responsabilidades relativas ao episódio na rodovia fluminense.

Viagem comemorativa e trajetória acadêmica do pesquisador

De acordo com informações fornecidas por familiares, a viagem ao Estado do Rio de Janeiro tinha como objetivo celebrar a aprovação de Daniel no mestrado em Educação Matemática pela Universidade de São Paulo, concluído duas semanas antes do crime. O pesquisador também realizava preparativos para iniciar o curso de doutorado na mesma instituição no início do próximo ano.

A vítima estava no veículo acompanhada de amigos no momento em que os disparos atingiram a lataria e o pneu do automóvel durante o trajeto de viagem.

Relatos sobre a abordagem na rodovia e contestação da família

O pai do professor, Paulo Wulff, contestou a versão inicial mencionada sobre um possível desentendimento no trânsito. Segundo informações repassadas pela família e pelo condutor do veículo, não houve discussão prévia antes dos tiros. O motorista relatou que sinalizou e mudou de faixa para dar passagem a um carro que se aproximava com farol alto.

Na sequência, o veículo dos suspeitos ultrapassou, colocou-se à frente de um caminhão e reduziu a velocidade. Ao mudar de faixa para emparelhar com o automóvel, o condutor e os ocupantes foram surpreendidos pelos disparos. A família alegou também falta de preservação da cena do crime, alegação refutada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: metropoles.com


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