Uma situação inusitada transformou o final de um plantão de rotina em uma operação de resgate delicada para a policial rodoviária federal Patricia Ferroni Nogueira, de 56 anos. Após ouvir um impacto contra o vidro de uma unidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Mato Grosso do Sul, a agente encontrou uma graúna caída, inerte e sem sinais de reação. O episódio, que rapidamente ganhou repercussão, destacou não apenas a prontidão da policial, mas também sua formação técnica como veterinária.
Intervenção técnica e salvamento de ave
Ao se deparar com o animal, Patricia Ferroni Nogueira iniciou imediatamente os procedimentos de primeiros socorros. Utilizando seus conhecimentos profissionais, a policial realizou manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), massagem cardíaca e uma técnica improvisada de respiração boca-bico para tentar reanimar a ave. O esforço foi registrado em vídeo por um colega de farda, mostrando a persistência da agente até que o pássaro apresentasse sinais de melhora.
A dedicação da policial foi recompensada após alguns minutos de tensão. A graúna, que inicialmente parecia não resistir ao impacto, recuperou os sentidos, levantou voo e buscou abrigo na cobertura da unidade da PRF. O caso reforça a importância da atenção em áreas onde colisões de aves contra estruturas de vidro são recorrentes, conforme relatado pela própria agente.
A paixão pela observação de aves
O salvamento da graúna é um reflexo da trajetória de Patricia Ferroni Nogueira, que há cerca de dez anos dedica parte de seu tempo livre à observação e fotografia de aves. O hobby, que ela descreve como uma forma de terapia, já a levou a registrar aproximadamente 850 espécies diferentes pelo Brasil. A atividade exige foco e paciência, permitindo que a policial mantenha um contato próximo com a fauna brasileira durante suas viagens e deslocamentos profissionais.
A rotina nas estradas, inerente à carreira de policial rodoviária federal há 13 anos, acaba facilitando a prática do hobby. Para ela, o trabalho e a observação de aves se complementam, transformando paradas estratégicas em oportunidades para catalogar novas espécies. Entre suas experiências mais marcantes, a policial destaca o encontro com o uirapuru na Amazônia, embora ainda mantenha o sonho de fotografar uma harpia, também conhecida como gavião-real.
Conexão com a natureza e vida no campo
Atualmente residindo na região do Morro do Paxixi, no distrito de Aquidauana, Patricia Ferroni Nogueira adaptou sua prática de observação para o ambiente doméstico. Com a instalação de comedouros em sua propriedade, a policial continua a registrar diversas espécies sem a necessidade de grandes deslocamentos. A experiência acumulada ao longo dos anos, aliada ao seu compromisso com a preservação da vida, define a atuação da agente tanto na segurança pública quanto em sua dedicação pessoal à biodiversidade.
Para mais informações sobre o trabalho da PRF e ações de proteção à fauna, acompanhe as atualizações oficiais em gov.br/prf/pt-br.
Fonte: g1.globo.com
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
