O ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), utilizou as redes sociais neste sábado (22/8) para criticar publicamente uma fala de Patrus Ananias (PT) a respeito da privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A troca de farpas entre os postulantes ao Executivo estadual eleva o tom da disputa eleitoral no estado.
Crítica à atuação legislativa e competência parlamentar
A controvérsia teve início após Patrus Ananias afirmar, durante um comício realizado na Praça da Estação, em Belo Horizonte, que teria votado contra a venda da estatal. Em resposta direta, Alexandre Kalil questionou a veracidade da declaração, apontando que o adversário exerce atualmente o mandato de deputado federal, e não de deputado estadual.
“Aí não né, Patrus. Falar que votou contra a venda da Copasa se nem deputado estadual é. Esqueceu onde exerce o mandato e o que faz por lá”, escreveu Kalil em seu perfil oficial no X, antigo Twitter. O argumento central do ex-prefeito é que as discussões e deliberações sobre a desestatização da companhia ocorrem exclusivamente na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Contexto da privatização e promessas de campanha
O embate ocorre meses após a venda da Copasa, que foi arrematada em junho por R$ 8,3 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo. Durante o evento com o presidente Lula, Patrus Ananias defendeu a reestatização da empresa como uma de suas bandeiras, embora tenha reconhecido a complexidade do processo.
O candidato petista ressaltou que o próximo governo herdará uma dívida superior a R$ 200 bilhões. Segundo ele, a reversão da privatização não seria uma medida imediata, podendo levar anos devido a questões jurídicas e econômicas, exigindo uma análise detalhada antes de qualquer ação concreta por parte do Estado.
Fonte: metropoles.com
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