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Federação PT, PV e Pcdob projeta manutenção de bancadas na Bahia em meio a disputas internas

Federação PT, PV e Pcdob projeta manutenção de bancadas na Bahia em meio a disputas internas

A federação composta por PT, PV e PCdoB estabeleceu metas ambiciosas para as eleições baianas deste ano, buscando consolidar sua força política tanto na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) quanto na Câmara dos Deputados. O grupo projeta a conquista de 18 cadeiras no legislativo estadual e 10 vagas na esfera federal, mantendo o patamar de representatividade atual. No entanto, o cenário é marcado por uma intensa movimentação interna, conforme aponta um levantamento do Bahia Notícias junto a lideranças partidárias.

Projeções para a Assembleia Legislativa da Bahia

Na disputa pela AL-BA, a expectativa da federação é manter o número de 18 parlamentares, com uma margem de segurança estimada entre 17 e 19 eleitos. Atualmente, a composição é dividida entre 10 nomes do PT, quatro do PV e quatro do PCdoB. Embora o objetivo seja a manutenção do tamanho da bancada, a distribuição interna das vagas entre os partidos que compõem a federação permanece em aberto.

Aliados indicam que 12 candidatos possuem caminhos mais pavimentados para a vitória, sendo que 11 deles buscam a renovação de seus mandatos. Entre os nomes consolidados pelo PT estão Rosemberg Pinto, Zé Raimundo, Osni Cardoso, Robinson Almeida, Junior Muniz, Angelo Almeida e a ex-secretária Rowenna Brito. O PCdoB aposta na reeleição de Bobô, e Fabrício, enquanto o PV projeta a permanência de Eduardo Salles e Marquinho Viana.

Desafios e incertezas na Câmara dos Deputados

A estratégia para a Câmara dos Deputados é tratada com maior cautela pelos articuladores políticos. A meta de 10 cadeiras é acompanhada por um receio real de que o grupo possa alcançar apenas nove eleitos. Com 12 nomes de peso na disputa, a concorrência interna é acentuada, criando um cenário de incerteza sobre quem ocupará as vagas remanescentes.

Quatro nomes são apontados como favoritos: Lucas Reis, que estreia na disputa federal após chefiar o gabinete do senador Jaques Wagner, além dos deputados em busca de reeleição Jorge Solla, Zé Neto e Ivoneide Caetano. As demais posições são disputadas por figuras como Olívia Santana, que migrou da Assembleia para o pleito federal, e os parlamentares Alice Portugal, Daniel Almeida, Waldenor Pereira, Afonso Florence, Valmir Assunção, Joseildo Ramos e Bacelar.

Conflitos eleitorais e redutos de votos

A disputa por votos dentro da própria federação gera preocupações sobre a eficácia da estratégia eleitoral. Nos bastidores, analistas apontam que a concentração de candidaturas em determinados territórios pode fragilizar o desempenho de nomes expressivos. Um exemplo citado é a possível sobreposição de bases eleitorais entre Alice Portugal e Olívia Santana na capital baiana, o que poderia comprometer a votação de ambas.

A falta de consenso entre os aliados reflete a complexidade de gerir uma federação com múltiplos quadros competitivos. Enquanto as lideranças buscam otimizar a distribuição de votos para garantir o cumprimento das metas estabelecidas, a incerteza sobre o destino de diversos candidatos permanece como um dos pontos centrais do debate político interno até o dia da votação.

Fonte: bahianoticias.com.br


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