O cenário político baiano registra um novo capítulo de instabilidade para o vice-governador Geraldo Júnior (MDB). Após um desempenho eleitoral que não atingiu as metas estabelecidas pelo grupo político, o emedebista viu o seu capital eleitoral ser posto à prova com a derrota de seu filho, Matheus Ferreira (MDB), que não obteve êxito na tentativa de reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) em 2026.
Desempenho eleitoral e a falha na estratégia de sucessão
Matheus Ferreira, que havia conquistado uma cadeira no legislativo estadual em 2022, buscou manter a estratégia de transferência de votos ao utilizar a identificação “Matheus de Geraldinho”. Apesar do esforço de campanha para consolidar a imagem junto à base do pai, o candidato encerrou o pleito com pouco mais de 41 mil votos, número insuficiente para garantir a permanência na Assembleia.
Contexto de declínio após a disputa municipal
Este revés legislativo sucede um momento de fragilidade política para Geraldo Júnior, que já havia enfrentado dificuldades nas eleições de 2024. Na ocasião, ao concorrer à Prefeitura de Salvador, o vice-governador alcançou apenas 10,33% dos votos válidos, finalizando a corrida eleitoral na terceira colocação, o que gerou questionamentos sobre a força de sua liderança na capital baiana.
Repercussão interna e o futuro do MDB na Bahia
A perda de espaço na Assembleia Legislativa gerou reações imediatas entre as lideranças do partido. Durante a apuração dos votos, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) expressou publicamente o descontentamento com o resultado das urnas, classificando a formação da nova bancada como menor do que a esperada pelo grupo. O cenário impõe desafios para a articulação do MDB no estado nos próximos anos.
Fonte: seliguebahia.com.br
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