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Menina da Bota alega falta de verba eleitoral apesar de receber R$ 693 mil do União Brasil

Menina da Bota alega falta de verba eleitoral apesar de receber R$ 693 mil do União Brasil

A candidata a deputada federal por Minas Gerais, Maria José Mendes da Cruz, conhecida como Menina da Bota, tornou-se centro de uma controvérsia política ao relatar publicamente dificuldades financeiras para custear sua campanha eleitoral. Em declarações recentes, a influenciadora afirmou não possuir recursos suficientes para manter uma estrutura de grande porte, citando a impossibilidade de investir em itens como carros de som ou equipes maiores para a distribuição de materiais de propaganda.

Contraste entre discurso e repasses do União Brasil

A narrativa de escassez apresentada pela candidata diverge dos dados oficiais registrados no sistema DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral. Conforme os registros públicos, a campanha de Maria José Mendes da Cruz recebeu um montante expressivo de R$ 693 mil provenientes da direção nacional do União Brasil, além de um aporte de R$ 3,6 mil da direção estadual do PSD em Minas Gerais.

Destinação dos recursos e despesas declaradas

A auditoria da prestação de contas indica que, do montante total recebido, a campanha declarou despesas contratadas e pagas que somam R$ 291.000,00. Os valores foram destinados a serviços profissionais essenciais para a estratégia eleitoral, incluindo contratações nas áreas de gráfica, marketing digital, contabilidade e advocacia.

Aspectos legais da prestação de contas

O cenário gerou debates entre eleitores sobre a gestão dos fundos partidários. É importante ressaltar que, conforme a legislação vigente, arrecadar recursos e manter um saldo em conta não configura irregularidade. A manutenção de parte do montante é permitida, desde que todas as movimentações financeiras sejam devidamente comprovadas por notas fiscais e recibos eleitorais válidos.

Ao final do pleito, caso haja sobras de recursos públicos, a legislação determina que os valores remanescentes devem ser devolvidos aos cofres públicos ou ao partido, conforme as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Até o momento, a candidata e a legenda não forneceram esclarecimentos adicionais sobre a gestão dos valores recebidos.

Fonte: bnews.com.br


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