A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) negou a autorização para a realização de uma caminhada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Avenida Paulista, em São Paulo. O evento, que contaria com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato Fernando Haddad (PT), estava previsto para o dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições.
Restrições de circulação e logística eleitoral
Segundo o comunicado oficial da prefeitura, a decisão visa manter a via desimpedida em datas estratégicas. A administração municipal determinou que nenhum evento poderá ser realizado na Avenida Paulista nos dias 3 e 4 de outubro, proibindo inclusive a montagem de palcos ou a instalação de carretas de som no local.
A justificativa apresentada pelo poder público municipal é garantir a livre circulação de servidores, mesários e eleitores. O objetivo é assegurar o acesso logístico aos locais de votação e evitar obstruções que possam comprometer o fluxo durante o pleito eleitoral.
Conflito sobre autorizações e o papel do TRE-SP
O veto da prefeitura contraria o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que havia solicitado a liberação da via especificamente para os domingos, dias 4 e 25 de outubro. Representantes do PT alegam que possuíam uma ata assinada pela subprefeitura que autorizava o uso do espaço para o sábado, gerando um impasse jurídico e administrativo sobre a realização do ato.
Além da caminhada, a prefeitura também rejeitou um pedido da legenda para concentrar apoiadores em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) durante o período de apuração dos votos. A medida reforça a postura da gestão municipal em restringir ocupações na via pública durante o final de semana das eleições, conforme detalhado em informações da Justiça Eleitoral.
Fonte: bnews.com.br
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