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Prefeitura de Euclides da Cunha inicia processo de rescisão de contrato para construção de UBS no Minha Casa, Minha Vida

Medida foi comunicada em ofício publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (9), após denúncia do vereador Luizinho de Lula sobre o atraso na obra, cujo prazo de conclusão terminou em junho de 2026.

A Prefeitura de Euclides da Cunha iniciou o processo de rescisão do contrato para a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) tipo I no conjunto habitacional Minha Casa, Minha Vida. A medida consta em um ofício da Secretaria Municipal de Obras, Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano, publicado no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026.

A iniciativa ocorre semanas após o vereador Luizinho de Lula denunciar o atraso na execução da obra, em manifestação realizada no dia 14 de setembro. Na ocasião, o parlamentar questionou a demora na entrega da unidade, que deveria ampliar o acesso dos moradores do conjunto habitacional aos serviços de atenção básica à saúde.

Contrato, prazo de conclusão e processo de rescisão

De acordo com o documento oficial, o contrato administrativo nº 285/2025 está relacionado à construção da UBS tipo I. O ofício nº 251/2026, datado de 28 de setembro e encaminhado à empresa Ecko Construtora Ltda., informa sobre o início do processo de rescisão contratual, com referência à Lei nº 14.133/2021 e aos autos do processo administrativo nº 065/2025.

O prazo previsto para a conclusão da obra terminou em 11 de junho de 2026, conforme as informações apresentadas na denúncia do vereador. Até o momento retratado nos documentos, a unidade ainda não havia sido entregue à população.

O valor contratado para a construção é de R$ 1.916.738,85. Já conforme o extrato do Fundo Nacional de Saúde citado na denúncia, o Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 1.816.494,00, com pagamento integral em parcela única em 17 de julho de 2025.

Prefeitura aponta divergências na planilha da obra

No ofício encaminhado à construtora, a Secretaria Municipal de Obras relata pontos discutidos em uma reunião realizada em 22 de setembro de 2026, registrada em ata.

Segundo o documento, o secretário informou que a planilha utilizada na contratação foi disponibilizada pelo Ministério da Saúde. Caso algum item necessário à execução da obra não constasse na planilha licitada, poderia ser objeto de aditivo.

O ofício também registra que os itens suprimidos ou aditivados na planilha original teriam sido ajustados para adequar o projeto à realidade local, com base em orientações do Ministério da Saúde.

Outro ponto mencionado foi a possibilidade de aditivos para corrigir divergências quantitativas identificadas na planilha. Conforme o registro, ficou acordado que a empresa apresentaria uma planilha de solicitação de aditivo baseada na planilha licitada.

A construtora deveria informar previamente a data de apresentação dessa documentação, com prazo inicialmente estabelecido até 24 de setembro de 2026. O documento também registra que a solicitação de aditivo não seria feita nos moldes apresentados anteriormente.

Processo será encaminhado à seguradora

Na sequência do ofício, a Secretaria de Obras afirma que, até a data da comunicação, a empresa não havia informado uma data para cumprir o que havia sido acordado em ata.

Diante disso, a Prefeitura informou que daria prosseguimento ao processo de distrato e encaminharia toda a documentação à seguradora, com o objetivo de garantir a execução da obra e subsidiar decisões posteriores, em conformidade com o parecer jurídico.

O documento, assinado pelo secretário municipal de Obras, Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano, Ericson Mota dos Santos, formaliza o encaminhamento administrativo para a rescisão do contrato.

A publicação, porém, não esclarece se a rescisão já foi concluída, se a obra está oficialmente paralisada ou qual será o procedimento adotado para que a construção seja finalizada. Também não apresenta uma nova data para a entrega da unidade.

Denúncia do vereador cobrou explicações sobre atraso

Em manifestação divulgada em 14 de setembro, o vereador Luizinho de Lula chamou a atenção para o prazo vencido e para a importância da UBS para os moradores do conjunto habitacional Minha Casa, Minha Vida.

O parlamentar questionou os motivos do atraso, a existência de uma eventual prorrogação contratual e a previsão de entrega do equipamento público. Também destacou que a demora afeta o acesso da população aos serviços de prevenção, acompanhamento médico e atenção básica.

A denúncia apresentou os valores relacionados ao contrato e ao repasse federal e cobrou esclarecimentos sobre a execução do empreendimento.

Com a publicação do ofício em 9 de outubro, a discussão sobre a obra ganha um novo desdobramento administrativo: a Prefeitura comunicou o início do processo de rescisão contratual e o encaminhamento da documentação à seguradora.

O que acontece agora?

A principal questão é como será garantida a conclusão da UBS e em que prazo a unidade poderá começar a atender os moradores.

Até a publicação do documento, não havia uma nova data de entrega informada. Também não foram detalhados os próximos passos para eventual contratação de outra empresa ou retomada dos serviços.

A população aguarda esclarecimentos sobre a situação atual da construção, as providências administrativas e jurídicas adotadas e o cronograma para disponibilizar o equipamento de saúde.

O Euclides Diário acompanha o caso e poderá atualizar as informações conforme novos documentos ou manifestações oficiais forem divulgados.

DA REDAÇÃO DO EUCLIDES DIÁRIO

*Com informações do Diário Oficial do Município e Instagram Luizinho de Lula


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