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Santiago Peña solicita novo prazo de 72 horas para defesa em impeachment no Paraguai

Santiago Peña solicita novo prazo de 72 horas para defesa em impeachment no Paraguai

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, solicitou nesta sexta-feira (6) uma prorrogação de 72 horas para preparar sua defesa no processo de impeachment aberto contra ele. O pedido ocorre em meio à crise política provocada pelo colapso do Ueno Bank, instituição financeira que deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas.

Peña encaminhou a solicitação ao Senado paraguaio após receber a notificação oficial da acusação. Segundo o presidente, o documento tem 15 páginas e acompanha aproximadamente 300 páginas de anexos, tornando o prazo inferior a 12 horas insuficiente para analisar o material e escolher um advogado.

Impeachment e crise no senado

A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, com 78 votos, a abertura do processo de impeachment na quinta-feira (5). A decisão ocorreu depois que o Partido Colorado, legenda do presidente, retirou o apoio político ao governo.

No mesmo dia, Peña anunciou que renunciaria à Presidência. Entretanto, o Congresso rejeitou sua saída, e ele permanece formalmente no cargo enquanto o processo de destituição avança no Congresso Nacional.

Pressão popular e conflito de interesse

A tentativa de renúncia ocorreu em meio à pressão de parlamentares e manifestações populares em Assunção, capital paraguaia. Parte da oposição defende que o processo de impeachment seja concluído para evitar que Peña deixe o cargo e passe à condição de senador vitalício, garantindo imunidade parlamentar.

Caso seja destituído, o presidente poderá ficar sujeito a processos judiciais sem essa proteção, aumentando a tensão institucional no país.

O colapso do Ueno Bank

A crise teve início após a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, instituição que enfrentava problemas de solvência. O fechamento deixou aproximadamente 3 milhões de clientes sem acesso aos recursos depositados.

O banco também administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos, provocando protestos e investigações. Peña teve participação acionária no grupo controlador até março de 2025, levantando questionamentos da oposição sobre conflitos de interesse e fiscalização.

Fonte: seliguebahia.com.br


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