O empresário Maurício Volpato, ex-sócio da Naskar Gestão Ltda., teve sua prisão decretada novamente pela Justiça. A captura foi realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) na última quinta-feira (24), em São Paulo, após o descumprimento de determinações judiciais que permitiam sua liberdade provisória.
Volpato havia sido solto no início de setembro, após uma decisão do juiz Aimar Neres de Matos que revogou sua prisão preventiva. O caso é acompanhado de perto pelas autoridades devido à magnitude dos prejuízos causados aos investidores.
Violação de restrições financeiras
A nova detenção foi motivada pela quebra das medidas cautelares impostas pelo Poder Judiciário. Segundo informações apuradas pela coluna de Mirelle Pinheiro, o investigado teria tentado movimentar uma conta bancária, ação expressamente proibida pelas restrições vigentes no processo.
A tentativa de transação financeira contraria a ordem judicial que visava impedir que os envolvidos continuassem a exercer atividades relacionadas aos fatos sob investigação. O bloqueio de patrimônio e a suspensão de operações financeiras são pilares centrais para garantir a integridade da apuração.
Contexto da investigação Naskar
O caso Naskar é um dos processos de maior repercussão no Distrito Federal, envolvendo um prejuízo estimado em R$ 900 milhões. A investigação aponta que mais de três mil investidores foram lesados pelo esquema, o que mantém o rigor das autoridades na condução do inquérito.
Além de Volpato, outros ex-sócios, como Marcelo Liranco Arantes e Rogério Vieira, também foram alvos de medidas restritivas. A Justiça mantém uma postura firme para evitar que os investigados interfiram na colheita de provas ou na recuperação dos valores perdidos pelas vítimas.
Rigidez das medidas cautelares
Ao conceder a liberdade em 3 de setembro, o magistrado estabeleceu oito condições rigorosas para os réus. Entre as proibições estavam o contato com testemunhas e vítimas, a proibição de acessar as empresas investigadas e a obrigatoriedade de recolhimento domiciliar noturno.
A determinação de não deixar a comarca sem autorização prévia também fazia parte do conjunto de regras. Com o descumprimento por parte de Maurício Volpato, a Justiça reverteu o benefício, reforçando a necessidade de manter a ordem pública e a eficácia das investigações em curso.
Fonte: bahianoticias.com.br
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