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Saúde pública em SP: conheça os planos dos candidatos ao governo estadual

Saúde pública em SP: conheça os planos dos candidatos ao governo estadual

A saúde pública em São Paulo consolidou-se como um dos temas centrais da corrida eleitoral. Segundo pesquisa Datafolha realizada em julho, o setor é apontado por 27% dos eleitores como um dos maiores desafios do estado, dividindo o protagonismo das preocupações populares com a segurança pública. O cenário coloca a gestão da rede estadual no centro dos debates entre os postulantes ao Palácio dos Bandeirantes.

Para auxiliar o eleitor na reta final do primeiro turno, analisamos os planos de governo protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O levantamento abrange as diretrizes de candidatos como Carlos Machado (PCB) e Fernando Haddad (PT), além de outros nomes que buscam o comando do estado. A análise considera as estratégias para a rede hospitalar, a gestão de recursos e o modelo de administração das unidades de saúde.

Estratégias para a rede hospitalar e gestão pública

O candidato Carlos Machado (PCB) defende uma reestruturação profunda do sistema estadual. Sua proposta central inclui a ampliação da oferta de leitos, com a meta de elevar a disponibilidade de 1,4 para 3 leitos a cada mil habitantes. O plano prevê a realização de concursos públicos para recomposição de quadros e a expansão da Rede de Atenção Psicossocial, com foco no fortalecimento dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Um ponto de destaque na plataforma do candidato do PCB é a proposta de reverter a gestão por Organizações Sociais de Saúde (OSS). Machado propõe a reincorporação progressiva das unidades à administração direta do Estado, condicionada a uma auditoria rigorosa nos contratos vigentes. O projeto também contempla a recriação da Fundação para o Remédio Popular (Furp), extinta em 2025, e a criação de conselhos populares para fiscalização de verbas e monitoramento de filas.

O papel da participação social e do controle estadual

A governança dos serviços de saúde aparece como um divisor de águas entre as propostas apresentadas. Enquanto alguns candidatos focam na eficiência da gestão terceirizada, outros, como Carlos Machado, apostam na descentralização do controle através de conselhos populares. Esses órgãos teriam a função de deliberar sobre investimentos e prioridades regionais, visando reduzir as desigualdades no atendimento entre a capital, o interior e as periferias.

A transparência no uso dos recursos públicos e a redução das filas de espera são metas transversais a quase todos os planos analisados. A consulta oficial ao TSE permite que o cidadão acompanhe detalhadamente como cada campanha pretende financiar a manutenção de hospitais, a compra de insumos e a expansão da cobertura de atenção básica, temas que impactam diretamente a qualidade de vida da população paulista.

Fonte: metropoles.com


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