O zagueiro argentino Ramos Mingo, que está em processo de saída do Esporte Clube Bahia, tornou-se o centro de uma disputa extrajudicial após um acidente de trânsito ocorrido em Salvador. A colisão, registrada na noite da última terça-feira, 8, na Ladeira do Baluarte, no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, envolveu um veículo Chevrolet Tracker RS, que teve sua estrutura comprometida após ser atingido por uma Mercedes-Benz preta.
Dinâmica do acidente e o impasse financeiro
O incidente ocorreu por volta das 23h, quando o veículo onde o atleta estava como passageiro perdeu o controle, atingindo o carro da família e, posteriormente, uma parede. Olívia Neta, filha da proprietária do veículo atingido, relata que o automóvel, adquirido há apenas um mês, era utilizado para trabalho por aplicativo. Segundo a denunciante, o prejuízo vai além do reparo imediato, envolvendo a desvalorização do bem e a interrupção da fonte de renda familiar.
A família alega que, logo após o ocorrido, o jogador teria se comprometido a realizar o ressarcimento integral do valor do veículo. De acordo com o relato, representantes do clube também teriam comparecido ao local, o que teria gerado expectativas de uma resolução rápida e amigável, baseada na capacidade financeira do atleta.
Defesa do atleta e posicionamento do clube
Em resposta às acusações, o departamento jurídico do Esporte Clube Bahia, representado pelo advogado Milton Jordão, emitiu uma nota oficial refutando a versão da família. A defesa sustenta que Ramos Mingo adotou as medidas cabíveis imediatamente após a colisão, incluindo o acionamento do seguro e a disponibilização de um carro reserva para os envolvidos.
O advogado afirmou que o atleta permanece aberto a discutir lucros cessantes, desde que devidamente comprovados, mas classificou as exigências da outra parte como desproporcionais. A defesa ressaltou que o jogador não aceitará demandas que extrapolem os limites legais e indicou que medidas nas esferas cível e criminal poderão ser tomadas para preservar a honra e a imagem do atleta.
Contexto jurídico e desdobramentos
Embora estivesse no veículo, o zagueiro não era o condutor no momento do impacto. O caso, que inicialmente não foi levado a uma delegacia devido a um entendimento preliminar entre as partes no local, ganha agora contornos de uma disputa judicial. A divergência central reside na interpretação do que constitui a reparação justa pelos danos causados ao patrimônio da família.
Para mais detalhes sobre o posicionamento oficial do clube e do atleta, consulte a cobertura completa no portal A TARDE. O impasse permanece sem solução consensual, com ambas as partes mantendo posições distintas sobre os termos do ressarcimento e a responsabilidade civil pelo ocorrido.
Fonte: atarde.com.br
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