Leonardo Campello Ribeiro, um líder religioso de 57 anos, foi detido em Jacarepaguá na quarta-feira, 6 de agosto, após ser condenado por abusos sexuais cometidos ao longo de uma década contra frequentadores do centro espírita que dirigia. Ele atuava ao lado de Marcelo Antonio Marques Prazeres, que também enfrenta acusações semelhantes.
De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), Leonardo e Marcelo se aproveitaram de sua posição de autoridade religiosa para persuadir suas vítimas a se envolverem em atos libidinosos, incluindo relações sexuais, sob a alegação de que esses atos proporcionariam “benefícios espirituais”.
Manipulação e doutrinação religiosa
A investigação revelou que a dupla utilizava um discurso persuasivo, associado à doutrinação, para convencer mulheres a adotarem o celibato, restringindo suas relações sexuais com os maridos, enquanto mantinham relações sexuais com os líderes. As vítimas eram transformadas em “escravos sexuais”, de acordo com a polícia.
Exploração financeira das vítimas
Além dos abusos sexuais, a PCERJ apontou que Leonardo e Marcelo exploraram financeiramente suas vítimas, utilizando doações feitas ao centro espírita para seus próprios benefícios, incluindo viagens internacionais e despesas pessoais.
Falsas credenciais profissionais
Leonardo se apresentava como psicólogo, mesmo sem ter formação superior na área, o que levanta questões sobre a ética de sua atuação e a vulnerabilidade das vítimas sob sua influência.
A prisão de Leonardo Campello Ribeiro e Marcelo Antonio Marques Prazeres destaca a necessidade de vigilância em relação a líderes religiosos e suas práticas, especialmente em contextos onde a manipulação e o abuso podem ocorrer.
Fonte: metropoles.com
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