O Bahia consolidou seu retorno ao G-5 do Campeonato Brasileiro após uma vitória estratégica por 3 a 2 sobre o Internacional, realizada neste domingo (30), na Arena Fonte Nova. Com o resultado, o técnico Rogério Ceni reforçou que o clube não pretende estabelecer limites para a reta final da competição, mantendo o foco em alcançar a posição mais elevada possível na tabela de classificação.
Ambição tricolor e o equilíbrio do campeonato
Ao ser questionado sobre a disputa por uma vaga na Libertadores e o teto de desempenho da equipe, Rogério Ceni evitou definir metas numéricas específicas. O treinador destacou que a competitividade atual do torneio exige cautela, uma vez que a proximidade na pontuação mantém diversos clubes em uma disputa acirrada por posições continentais.
Para o comandante, a exceção fica por conta de Flamengo e Palmeiras, que se distanciaram na parte de cima da tabela. Segundo Ceni, a margem de erro é mínima, e detalhes como saldo de gols ou pequenas variações de pontuação serão determinantes para definir quem garantirá vaga na Libertadores, na Sul-Americana ou quem terminará fora das competições internacionais.
Legado do triunfo no Ba-Vi e consistência tática
O desempenho diante do Internacional é visto como uma extensão do momento positivo iniciado no clássico contra o Vitória. Uma semana após o triunfo no Barradão, Ceni avalia que a postura demonstrada no Ba-Vi serviu como um catalisador de confiança e intensidade física para o elenco.
O treinador enfatizou a dificuldade de manter a concentração e o espírito de luta em alto nível durante toda a temporada. Ele acredita que a superioridade física e o desejo de vitória apresentados contra o rival foram fundamentais para sustentar o ritmo de jogo exibido na partida mais recente, consolidando um padrão de comportamento que a comissão técnica busca perpetuar.
Protagonismo dos meio-campistas no ataque
Um dos aspectos táticos abordados por Ceni foi a participação ativa de jogadores como Jean Lucas e Erick no setor ofensivo. Embora atuem em funções de contenção ou segundo volante, ambos possuem liberdade para infiltrar na área adversária, uma característica que, segundo o técnico, valoriza o elenco e potencializa a capacidade de finalização do time.
Ceni refutou a ideia de que essa movimentação prejudique os atacantes de ofício. Ele defende que o modelo de jogo ofensivo, implementado desde sua chegada, é o que permite números expressivos de gols para atletas que tradicionalmente não teriam essa função. O foco, para o treinador, permanece na eficácia coletiva e no resultado final das partidas.
Marca histórica e trajetória no clube
Antes do apito inicial contra o Internacional, Rogério Ceni foi homenageado pela marca de 200 jogos no comando do Bahia. O treinador recebeu uma placa e uma camisa comemorativa, celebrando um ciclo iniciado em setembro de 2023. Atualmente, ele soma 201 partidas, com 103 triunfos, 43 empates e 55 derrotas, totalizando um aproveitamento de aproximadamente 58,4%.
Desde que assumiu o cargo, Ceni conquistou os Campeonatos Baianos de 2025 e 2026, além da Copa do Nordeste de 2025. Com esses números, ele se posiciona entre os cinco técnicos que mais comandaram o Tricolor na história, consolidando sua importância no projeto esportivo atual do clube. Mais informações sobre o desempenho das equipes podem ser acompanhadas no portal CBF.
Fonte: bahianoticias.com.br
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