O candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), declarou publicamente sua intenção de nomear mulheres para ocupar cargos no Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito. A promessa foi reforçada durante um encontro com apoiadoras realizado nesta quinta-feira (1), em São Paulo.
A proposta de ampliar a representatividade feminina na mais alta corte do país já havia sido mencionada pelo político em entrevista anterior à CNN. Na ocasião, o presidenciável estipulou a meta de indicar entre três e quatro magistradas ao longo de um eventual mandato.
Compromisso com a representatividade no Judiciário
Durante o evento, Romeu Zema enfatizou a competência técnica como critério principal para suas futuras escolhas. O candidato afirmou que o país possui quadros femininos qualificados e criticou as indicações realizadas por gestões anteriores, especificamente citando o PT.
“Uma não, várias. Eu vou indicar três ou quatro. Fica aqui o compromisso. Tem muita mulher competente, muito melhor do que esses homens que o PT indicou aí nos últimos anos”, declarou o candidato aos presentes.
Cobrança por postura no caso envolvendo Alexandre de Moraes
Além da agenda de nomeações, o ex-governador de Minas Gerais aproveitou o espaço para abordar o cenário jurídico atual. O político comentou sobre as investigações que envolvem o ministro Alexandre de Moraes no chamado Caso Master.
Zema direcionou uma cobrança específica à ministra Cármen Lúcia, solicitando uma postura mais incisiva diante dos fatos apurados. O candidato argumentou que a magistrada, por ser mineira, deveria representar valores de retidão e correção no exercício de sua função.
Expectativas sobre a atuação da Corte
O discurso de Romeu Zema também incluiu críticas ao funcionamento do sistema judiciário brasileiro. Ao questionar a conduta de membros da Suprema Corte, o candidato sugeriu que a falta de rigor institucional pode comprometer a credibilidade de instâncias inferiores, como desembargadores e juízes.
“Seria uma grande decepção se ela concordasse com esse consultor jurídico que está lá em Brasília. Em qualquer país sério, esse sujeito estaria preso. O que vamos esperar de desembargadores, de juízes, se um ministro da Suprema Corte faz isso”, questionou o presidenciável durante o encontro.
Fonte: bnews.com.br
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