O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, reforçou nesta segunda-feira, 17 de agosto de 2026, a necessidade de o Brasil assumir o protagonismo no enfrentamento às facções criminosas. Em declarações feitas após evento do Grupo Voto, em São Paulo, o ex-governador de Goiás refutou a ideia de que o auxílio externo, especificamente dos Estados Unidos, seria a solução para a crise de segurança pública no país.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de classificar organizações como o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas por parte do governo norte-americano, Caiado foi taxativo. O presidenciável enfatizou que a responsabilidade pela segurança nacional é estritamente brasileira, descartando a dependência de intervenções estrangeiras para conter o avanço da criminalidade.
Estratégia de segurança e cooperação regional
Para o candidato, a falha no combate ao crime organizado decorre da falta de ações concretas por parte do atual governo federal. Caiado destacou que o problema ultrapassou as fronteiras nacionais, atingindo países vizinhos, o que exige uma resposta coordenada e estratégica.
Como alternativa, o ex-governador propõe a criação de uma força policial integrada entre o Brasil e as nações fronteiriças. Segundo ele, essa medida facilitaria a cooperação técnica e o compartilhamento de inteligência, elementos fundamentais para desarticular as redes criminosas que operam em escala transnacional.
Críticas à gestão econômica e ao arcabouço fiscal
Além da segurança, Ronaldo Caiado direcionou críticas severas à condução da economia brasileira. Durante a 27ª Conferência Anual Santander, ele confrontou o discurso otimista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, com a realidade enfrentada pelo setor produtivo e pelo varejo.
O presidenciável apontou uma desconexão entre os dados oficiais e o cenário de dificuldades financeiras de grandes empresas, citando como exemplo o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia. Para ele, o governo federal tem mantido uma trajetória de gastos excessivos, utilizando medidas provisórias e créditos extraordinários que, constitucionalmente, deveriam ser restritos a situações de guerra ou calamidade pública.
Para mais informações sobre o cenário político atual, consulte o portal Política Livre.
Fonte: politicalivre.com.br
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