Usuários do sistema ferroviário do Rio de Janeiro, operado pela TrensRJ, relatam um aumento preocupante na incidência de roubos e furtos dentro de vagões e nas estações. Os relatos, que se intensificaram desde o início de agosto, descrevem abordagens agressivas e ações coordenadas de grupos criminosos, gerando um clima de insegurança para quem utiliza o transporte público diariamente.
Uma das vítimas, assaltada na noite de 5 de agosto no ramal Gramacho, descreveu momentos de terror ao ser abordada por seis indivíduos enquanto o trem passava pela estação Duque de Caxias. Segundo o relato, a passageira foi agredida com uma coronhada após tentar recuperar seu aparelho celular, que foi subtraído sob ameaça de uma arma. O caso reforça o temor dos passageiros diante da vulnerabilidade em horários de menor movimento.
Aumento da insegurança e relatos de violência
A recorrência de crimes tem sido documentada por diversos passageiros, que apontam a audácia dos criminosos em diferentes ramais. Entre os dias 12 e 14 de agosto, pelo menos quatro ocorrências foram identificadas, incluindo um caso em São Cristóvão, onde um homem sofreu agressões físicas ao resistir à entrega de seus pertences. A dinâmica dos roubos varia entre ações rápidas de furto e abordagens em grupo, que visam passageiros isolados nos vagões.
Resposta das autoridades e policiamento
A Polícia Militar confirmou o registro de cinco ocorrências de roubo ou furto na estação Duque de Caxias entre julho e agosto. A corporação ressaltou, por meio de nota, que o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) realiza ações preventivas, como as operações “Vagão Feminino” e “Parada Programada”. A PM informou que o policiamento será reforçado em pontos críticos, mantendo o efetivo ostensivo em São Cristóvão durante o período noturno.
Estratégia da TrensRJ e monitoramento
A concessionária TrensRJ, responsável pela operação, identificou que a maior concentração de crimes ocorre entre 19h e 23h. A empresa destaca que utiliza dados de ocorrências para colaborar com as forças de segurança pública, apontando estações como Sampaio, São Francisco Xavier, Riachuelo, Engenho Novo e Silva Freire como pontos de maior recorrência. A concessionária reforça que seus agentes não possuem poder de polícia e orienta os passageiros a não reagirem a abordagens, priorizando sempre a integridade física.
Para mais informações sobre o monitoramento do sistema, acesse o portal oficial em g1.globo.com. A empresa reitera que qualquer incidente deve ser comunicado imediatamente aos agentes da estação e registrado junto às autoridades policiais competentes para facilitar as investigações.
Fonte: g1.globo.com
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
