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Temporais em Santa Catarina deixam duas mortes e centenas de desalojados

Temporais em Santa Catarina deixam duas mortes e centenas de desalojados

Os temporais que atingem Santa Catarina desde domingo (1º) já causaram estragos em residências espalhadas por dezenas de municípios, deixaram centenas de pessoas fora de casa e provocaram perdas humanas. O balanço atualizado pela Defesa Civil estadual aponta um cenário severo de destruição em várias regiões, mobilizando equipes de socorro e órgãos de segurança pública.

As ocorrências cobrem diversas regionais da Defesa Civil e envolvem episódios graves de destelhamentos, quedas de árvores, estragos estruturais em prédios públicos e privados, além de extensas interrupções no fornecimento de energia elétrica. Motoristas e moradores enfrentam vias alagadas e bloqueadas por detritos em diferentes pontos do território catarinense.

Impacto nas residências e desabrigados

Do total de moradores que precisaram abandonar suas residências por conta da força dos ventos e da chuva intensa, dezenas dependem de acolhimento em abrigos públicos. Outro contingente expressivo encontra-se desalojado, buscando abrigo temporário em casas de parentes, amigos ou vizinhos solidários enquanto aguardam avaliações de segurança em suas moradias.

A força das águas e a velocidade dos ventos comprometeram centenas de estruturas habitacionais. Equipes técnicas realizam vistorias contínuas para determinar quais imóveis apresentam riscos estruturais iminentes, evitando novos acidentes e orientando a população sobre os procedimentos adequados de retorno seguro.

Decretos de emergência e apoio estadual

Diante da gravidade e da extensão dos estragos registrados, dezenas de municípios formalizaram decretos de emergência. A medida jurídica e administrativa serve para agilizar contratações públicas emergenciais e facilitar a busca por recursos financeiros junto aos governos estadual e federal.

A lista de cidades afetadas abrange localidades do Oeste — como Chapecó, Caxambu do Sul, Guatambu, Cunha Porã, Cunhataí, Palmitos, São Carlos, Iporã do Oeste, Ipumirim, Paial e Paraíso —, da Serra, como Abdon Batista, Anita Garibaldi, Painel e Rio Rufino, além de municípios do Meio-Oeste e Planalto Norte.

Assistência humanitária e resposta rápida

Prefeituras de diferentes regiões já solicitaram lotes de itens de assistência humanitária ao Estado para suprir necessidades básicas imediatas das famílias afetadas. Os pedidos envolvem suprimentos essenciais para atender os desalojados e garantir o suporte logístico necessário nos abrigos montados pelas administrações locais.

As autoridades continuam em alerta máximo devido à previsão de instabilidade contínua. A orientação oficial reforça que moradores de áreas vulneráveis a deslizamentos e alagamentos devem buscar locais seguros e acionar os telefones de emergência da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros em caso de novos incidentes.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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