A Polícia Civil do Espírito Santo concluiu o inquérito que investigava a morte de Lisalinda Spamer Okumski, de 47 anos, ocorrida em junho deste ano. O genro da vítima, o músico Antônio Pereira Alves, de 40 anos, popularmente conhecido como Tony dos Teclados, foi formalmente indiciado pelo crime de feminicídio. O caso aconteceu no município de Afonso Cláudio, localizado na Região Serrana do estado.
Motivação patrimonial e conflitos familiares
De acordo com as apurações conduzidas pela Delegacia de Afonso Cláudio, a dinâmica do crime está atrelada a um histórico de violência doméstica e disputas financeiras. O delegado Guilherme Eberhard, responsável pelo caso, afirmou que os envolvidos residiam no mesmo terreno e mantinham uma parceria econômica voltada à produção de café.
As investigações apontaram que o desentendimento entre sogra e genro girava em torno da divisão de valores obtidos com a atividade rural. Segundo a autoridade policial, os elementos reunidos no inquérito confirmam que a motivação do assassinato possui natureza patrimonial e societária, resultando em um desfecho trágico para a família.
Cronologia do desaparecimento e localização do corpo
Lisalinda Spamer Okumski foi dada como desaparecida no dia 6 de junho. Após dias de buscas, o corpo da vítima foi localizado em 15 de junho, na região de Mata Fria, a aproximadamente 500 metros de sua residência. A perícia técnica confirmou que a mulher foi morta após sofrer um corte profundo na região do pescoço.
Um ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a conduta de Antônio Pereira Alves durante o período em que a sogra estava desaparecida. O suspeito chegou a participar ativamente das buscas, mas, segundo a polícia, indicava locais distantes e direções opostas à área onde o corpo foi posteriormente encontrado.
Desdobramentos judiciais e prisão preventiva
Antônio Pereira Alves encontra-se sob custódia do Estado desde o dia 19 de junho. Inicialmente detido por meio de um mandado de prisão temporária, o investigado teve sua situação agravada pela Justiça, que converteu a medida em prisão preventiva para assegurar a ordem pública e o andamento do processo.
O inquérito policial, agora finalizado, foi encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Caberá ao órgão ministerial analisar as provas colhidas pela Polícia Civil e oferecer a denúncia formal à Justiça para que o caso siga para as próximas etapas processuais.
Fonte: g1.globo.com
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