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Investigação aponta doze empresas de ônibus com suspeita de elo com o PCC em São Paulo

Investigação aponta doze empresas de ônibus com suspeita de elo com o PCC em São Paulo

A Operação Vectura Corrupta revelou uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista. Documentos da Polícia Civil apontam que 12 companhias de ônibus que mantêm ou mantiveram contratos com a Prefeitura de São Paulo estariam sob influência da facção criminosa, operando linhas essenciais de ligação entre bairros em diversas regiões da cidade.

Estrutura da investigação e o papel das empresas

A apuração, baseada em trocas de mensagens entre os investigados Cícero José dos Santos Filho e José Daniel Satilite, mapeou a rede de empresas que compõem o sistema municipal. Segundo a polícia, a lista inclui a Viação Transcap (atual AutoBless), Alfa Rodobus Transportes, Transwolff Transportes, A2 Transportes, Imperial Transportes, MoveBuss Transportes, Pêssego Transportes, Allianz Transportes (atual Allibus), Transunião Transportes, Qualibus Transportes (antiga UPBus), Norte Buss Transportes e Spencer Transportes.

O relatório policial destaca que a influência do crime organizado no setor não é recente. Diversas companhias citadas já foram alvo de investigações anteriores, como a Transwolff, cujo dirigente Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, foi preso por vínculos com a facção. A Polícia Civil pontua que a situação é grave, estimando que uma parcela significativa da operação de transporte na maior cidade da América Latina estaria sob controle de interesses criminosos.

Histórico de intervenções e medidas da prefeitura

Diante das evidências, a Prefeitura de São Paulo tem adotado medidas administrativas para tentar conter a influência do PCC no setor. Em dezembro de 2025, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) decretou a caducidade do contrato com a Transwolff, enquanto a UPBus teve sua exclusão do sistema municipal oficializada no início deste ano. A administração municipal também avalia intervenções diretas em outras empresas, como a A2 Transportes, condicionando a permanência da companhia ao afastamento de gestores alvos de mandados de prisão.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) reforçou a pressão sobre o setor ao solicitar à Justiça o afastamento de 42 pessoas ligadas a diversas empresas, incluindo A2 Transportes, Alfa Rodobus, Pêssego Transportes, Norte Buss, MoveBuss, Spencer Transporte, Allianz, Transcap e Imperial. O objetivo é garantir a integridade dos serviços públicos de transporte frente às denúncias de lavagem de dinheiro e controle por organizações criminosas, conforme detalhado em reportagem do Metrópoles.

Fonte: metropoles.com


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