A reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo agente causador da catapora, é responsável pelo surgimento do herpes-zóster, condição popularmente conhecida como cobreiro. Caracterizada por erupções cutâneas dolorosas e desconforto de origem nervosa, a doença pode ser prevenida por meio da vacinação, que reduz drasticamente o risco de complicações persistentes e episódios de dor intensa.
Segundo o infectologista Claudilson Bastos, consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, a imunização desempenha um papel fundamental na diminuição da incidência da enfermidade. “A vacinação tem um resultado significativo na diminuição dos casos de herpes-zóster e das manifestações da doença. Quando ela ocorre, pode se apresentar de forma mais branda, com menos complicações clínicas e menor incidência de neuralgia pós-herpética”, explica o especialista.
Mecanismos de reativação e o impacto da imunossenescência
Após o quadro de catapora na infância, o vírus permanece em estado latente nos gânglios nervosos ao longo da medula espinhal. Anos ou até décadas depois, a perda de eficiência do sistema imunológico permite que o agente infeccioso seja reativado. Esse processo de envelhecimento natural, conhecido como imunossenescência, enfraquece as defesas do organismo, tornando os adultos mais velhos o grupo de maior risco.
Em populações mais jovens, a manifestação do vírus também pode ocorrer em indivíduos sem doenças de base, geralmente desencadeada por episódios de estresse físico ou emocional intenso. Essas condições alteram temporariamente a resposta imune, criando uma janela de oportunidade para que o vírus represado volte a se manifestar no organismo.
Evolução clínica e identificação dos sintomas
O quadro clínico do herpes-zóster costuma seguir uma progressão específica. Na fase prodromal, ou pré-eruptiva, o paciente relata dor localizada, sensação de agulhadas, queimação e formigamento na pele, sintomas que antecedem as marcas externas. Em casos específicos, como quando a manifestação ocorre na caixa torácica, o desconforto pode ser confundido com problemas cardíacos.
Na fase eruptiva, observa-se a formação de um rash cutâneo com vesículas contendo líquido. As lesões seguem o trajeto do nervo afetado, distribuindo-se de forma unilateral. Em pacientes com o sistema imune gravemente comprometido, como pessoas vivendo com HIV, portadores de comorbidades autoimunes ou indivíduos em tratamento de câncer, o vírus pode se espalhar por múltiplas regiões da pele, configurando o herpes-zóster disseminado.
Prevenção da neuralgia pós-herpética
A complicação mais frequente e debilitante da infecção é a neuralgia pós-herpética. Esta condição é definida por uma dor de origem neuropática que persiste mesmo após a cicatrização completa das vesículas na pele, podendo impactar severamente a qualidade de vida do paciente por longos períodos. A vacinação atua diretamente na mitigação desse risco, sendo a principal ferramenta de controle disponível na medicina atual.
Para mais informações sobre a disponibilidade do imunizante, os interessados podem consultar o site oficial do Sabin Diagnóstico e Saúde. A vacina é oferecida na rede privada, com unidades disponíveis em cidades como Salvador, Lauro de Freitas e Barreiras, além de opções de atendimento móvel para empresas e domicílios.
Fonte: atarde.com.br
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