O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), utilizou o plenário da Casa nesta quarta-feira (2/9) para manifestar apoio ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio à crescente pressão da oposição por um processo de impeachment contra o magistrado, o parlamentar rejeitou a viabilidade de pautar tais pedidos e direcionou críticas contundentes aos seus pares.
Defesa do ministro e negativa sobre impeachment
Ao ser questionado diretamente pelo senador Cleitinho (Republicanos-MG) sobre a possibilidade de dar seguimento a um pedido de afastamento contra o ministro, Davi Alcolumbre foi enfático ao declarar que não possui tal intenção. O presidente do Senado, que detém a prerrogativa exclusiva de pautar ou arquivar essas solicitações, tem mantido uma postura de resistência diante das investidas da oposição.
Anteriormente, o parlamentar já havia questionado a normalidade do cenário atual, ressaltando que existem 109 pedidos de impeachment protocolados contra integrantes da Corte. Para Alcolumbre, o volume expressivo de requerimentos não reflete uma prática institucional comum, sinalizando que não pretende atender às demandas que visam atingir o ministro.
Alfinetada em Flávio Bolsonaro e polêmica do filme
Durante o embate no plenário, o presidente do Senado rebateu as cobranças feitas pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ) ao trazer à tona episódios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Alcolumbre relembrou o pedido de recursos feito por Flávio Bolsonaro ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador amapaense ironizou a seletividade das críticas, questionando o fato de o foco das cobranças recair exclusivamente sobre Alexandre de Moraes. “Todo mundo esqueceu que pediram 131 milhões para as mesmas pessoas para fazer um filme e, agora, o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou o presidente do Senado, sugerindo uma contradição na postura de seus colegas de oposição.
Contexto das investigações e pressão política
A tensão no Congresso ocorre após a revelação de supostas mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O caso ganhou novos desdobramentos quando o ministro André Mendonça encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um relatório da Polícia Federal contendo o teor dessas comunicações, que sugeririam menções a autoridades como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
A Procuradoria-Geral da República, contudo, defendeu a nulidade do material probatório apresentado. Nos bastidores de Brasília, Davi Alcolumbre é reconhecido como um dos aliados mais próximos de Moraes, o que confere um peso estratégico adicional à sua recusa em avançar com qualquer medida de afastamento contra o ministro do STF.
Fonte: metropoles.com
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