A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão imediata de diversos produtos fabricados com a planta Moringa oleifera, comercializados sob a marca Moringa da Paz. A medida, formalizada no Diário Oficial da União, visa conter a distribuição de itens que não possuem autorização para consumo humano e que apresentam potenciais riscos graves à saúde pública.
De acordo com o órgão regulador, a segurança da Moringa oleifera — popularmente conhecida como acácia-branca ou “árvore da vida” — nunca foi comprovada para fins alimentícios. Além da falta de registro, a empresa utilizava estratégias de marketing que atribuíam propriedades terapêuticas e medicinais aos produtos, práticas que são estritamente proibidas para a categoria de alimentos no Brasil.
Riscos de toxicidade e danos ao material genético
A proibição do uso da planta em produtos alimentícios não é recente, estando em vigor desde 2019. A Anvisa reforça que, após sucessivas avaliações técnicas, não foi possível garantir que o consumo da planta seja seguro para a população em qualquer formato, seja em pó, cápsulas, chás ou bebidas.
O alerta da agência é categórico quanto aos perigos biológicos associados ao consumo. Estudos indicaram que efeitos genotóxicos, que podem danificar o material genético e elevar o risco de desenvolvimento de câncer, não puderam ser descartados. Além disso, a planta apresenta potencial hepatotóxico, podendo causar danos severos ao fígado dos consumidores.
Itens da marca Moringa da Paz sob restrição
A fiscalização da Anvisa identificou a comercialização irregular de uma linha variada de produtos da marca Moringa da Paz. A determinação de apreensão abrange especificamente:
- Cápsula Nespresso de Moringa Oleífera;
- Pó Orgânico de Moringa Oleífera;
- Cápsulas com Pó Orgânico de Moringa Oleífera;
- Chá Orgânico de Moringa Oleífera.
Orientações para segurança do consumidor
Para evitar riscos, a Anvisa recomenda que a população seja cautelosa ao adquirir suplementos e produtos naturais. É fundamental verificar se o item possui registro ou notificação nos órgãos de saúde e desconfiar de promessas de cura milagrosa que não possuem respaldo científico.
A agência orienta que qualquer pessoa que tenha consumido esses produtos e apresente reações adversas deve procurar atendimento médico imediatamente. Informações detalhadas sobre a regulação de suplementos podem ser consultadas diretamente no portal oficial da Anvisa.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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