Uma operação integrada de grande escala, denominada Operação Eirene II, foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (16) com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa que exerce influência no Sudoeste da Bahia. A ação mobilizou diversas forças de segurança pública em uma ofensiva coordenada para cumprir mandados judiciais em múltiplos estados do país.
A força-tarefa, que envolve a Polícia Federal, a Polícia Militar e a Polícia Civil, estende suas atividades para além das fronteiras baianas, alcançando também os estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. O foco principal da investigação é neutralizar núcleos criminosos que operam em Jequié e cidades circunvizinhas.
Estratégia de combate ao crime organizado
As investigações apontam que o grupo alvo da operação possui uma estrutura complexa voltada para a prática de crimes graves. Entre as atividades ilícitas atribuídas aos investigados estão o tráfico de entorpecentes, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e o porte ilegal de armas de fogo.
Na Bahia, a mobilização policial ocorre de forma simultânea em diversas localidades estratégicas. As diligências estão concentradas em Jequié, Mutuípe, Laje, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itapetinga, Serrinha, Salvador e Brumado, visando desarticular a rede de apoio logístico e financeiro da organização.
Bloqueio de bens e ativos financeiros
Além da execução de mandados de prisão e busca, a Justiça autorizou medidas severas contra o patrimônio da organização. Foi determinada a constrição de mais de R$ 12 milhões em ativos financeiros e bens móveis e imóveis vinculados aos investigados, visando enfraquecer o poder econômico do grupo.
Integração entre órgãos de segurança
A operação é conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) na Bahia. O esforço conjunto conta com a participação da 9ª e 4ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpin-BA), além dos Comandos de Policiamento das regiões do Médio Rio de Contas, Recôncavo, Sudoeste e Sul.
A ação também integra o suporte da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA). A colaboração entre essas instituições é considerada fundamental para o sucesso das investigações e o enfraquecimento das facções criminosas que atuam no território nacional.
Fonte: bahianoticias.com.br
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