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Athletico Paranaense pausa montagem de arquibancada retrátil na Arena da Baixada

Athletico Paranaense pausa montagem de arquibancada retrátil na Arena da Baixada

O Athletico Paranaense atualizou o andamento das obras da arquibancada retrátil na Arena da Baixada, situada em Curitiba. A estrutura alcançou 75% de montagem, mas os trabalhos passarão por uma interrupção temporária para a realização de eventos musicais no estádio, com retorno previsto para o dia 17 de novembro.

Em vídeo divulgado pela instituição esportiva, Fernando Volpato, diretor de operações do clube, detalhou que os cinco módulos centrais já estão inteiramente montados e passaram por testes bem-sucedidos no sistema hidráulico.

Detalhes técnicos da nova estrutura retrátil

Apresentada como uma inovação em praças esportivas do país, a arquibancada retrátil contará com 17 módulos, cada um dispondo de 15 degraus e consumindo 120 toneladas de aço. O projeto abrange uma largura de 48 metros e altura de 4,7 metros, operada por 12 motores hidráulicos capazes de estender ou recolher o equipamento em cerca de um minuto e meio.

Ao término da instalação no setor Coronel Dulcídio Inferior, a capacidade será ampliada para receber aproximadamente 1.600 torcedores. As cadeiras atuais serão reaproveitadas e receberão adaptações para permanecerem na horizontal durante o recolhimento da estrutura.

Parceria estratégica e ajustes na infraestrutura

A execução do projeto ocorre por meio de uma parceria com a empresa de entretenimento 30e, sem aporte financeiro direto do clube paranaense. A complexidade técnica exigiu modificações estruturais profundas no piso e nas rotas de saída de emergência do estádio para acomodar o sistema de movimentação.

O equipamento tem como principal objetivo flexibilizar a utilização do local, permitindo alternar entre partidas de futebol e grandes espetáculos musicais com maior agilidade e potencializando em cerca de 20% o público total em eventos.

Contexto histórico dos investimentos na arena

A arena passou por intervenções profundas para sediar partidas durante a Copa do Mundo de 2014, acumulando um custo consolidado que atingiu R$ 590 milhões após anos de correções e discussões jurídicas e financeiras entre a diretoria e o poder público.

Em 2023, um acordo formalizado entre o clube, o Governo do Paraná e a Prefeitura de Curitiba definiu a partilha dos encargos, estabelecendo a assunção de parcelas específicas por parte de cada esfera envolvida na gestão do complexo esportivo.

Fonte: atarde.com.br


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