O Banco Central (BC) implementou uma mudança significativa nas diretrizes do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. A partir desta quinta-feira, a autarquia eliminou o teto fixo de R$ 500 por transação para pagamentos realizados via Pix por aproximação. A medida, estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, visa conferir maior flexibilidade aos usuários na gestão de suas finanças pessoais.
Flexibilização dos limites operacionais
Com a nova regra, o valor máximo permitido para cada operação por aproximação deixa de ser uma imposição rígida do regulador. Agora, os clientes possuem autonomia para solicitar aos seus respectivos bancos o aumento ou a redução dos limites aplicáveis a essa modalidade. A gestão desses valores deve ser realizada diretamente nos aplicativos das instituições financeiras, seguindo os protocolos de segurança de cada conta.
É importante ressaltar que a remoção do teto de R$ 500 não implica a liberação irrestrita de valores. O limite final para as transações permanece atrelado às configurações de segurança personalizadas de cada usuário e às políticas de risco de cada instituição bancária. A medida também abrange operações via Código QR, chaves de acesso e a jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance.
Tecnologia e segurança no cotidiano
O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC (Near Field Communication), que possibilita a comunicação sem fio entre dispositivos móveis e terminais de pagamento. Desde a sua introdução em fevereiro de 2025, a ferramenta busca agilizar o processo de compra, eliminando a necessidade de digitar dados manualmente. Para utilizar o recurso via carteiras digitais, o usuário deve realizar o vínculo prévio da conta bancária ao serviço.
Apesar da nova liberdade tarifária, os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas permanecem ativos. As instituições financeiras continuam obrigadas a manter sistemas de monitoramento para garantir a integridade das operações. O ajuste de limites segue um fluxo padrão: o cliente acessa as configurações do Pix no aplicativo, seleciona a área de gerenciamento da modalidade por aproximação e solicita a alteração, passando pelas etapas de autenticação exigidas pelo banco.
Crescimento do sistema de pagamentos
Desde o seu lançamento em 2020, o Pix consolidou-se como o principal meio de pagamento no Brasil. Dados oficiais indicam que, apenas em agosto, o sistema processou mais de R$ 3,73 trilhões em um volume de 8,11 bilhões de transações. Embora o Pix por aproximação ainda represente uma parcela pequena do total — cerca de 2 milhões de transações em agosto, ou 0,06% do volume mensal —, a modalidade apresenta uma trajetória de crescimento expressiva, tendo dobrado o número de operações desde janeiro.
Fonte: bahianoticias.com.br
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