O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que houve uma tentativa deliberada de parlamentares do Partido Liberal (PL) para adiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1. Segundo o ministro, a estratégia visava postergar a análise da matéria para o período pós-eleitoral, reduzindo assim a influência da pressão popular sobre o Congresso Nacional.
Em declarações à imprensa nesta quarta-feira (2), Boulos destacou que o movimento foi articulado por lideranças da legenda, incluindo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. O ministro ressaltou que, apesar dos esforços contrários, a articulação para barrar o avanço da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado não obteve sucesso.
Articulação política e pressão parlamentar
Boulos enfatizou que o empenho de Flávio Bolsonaro em interromper sua agenda de campanha para atuar diretamente no Senado teve como objetivo dificultar o trâmite da PEC. O ministro classificou a tentativa como um fracasso, reiterando que o governo federal, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantém o apoio integral à pauta que busca reduzir a jornada de trabalho dos brasileiros.
A avaliação do governo é que a aprovação na CCJ reflete um alinhamento entre o Legislativo e os anseios da sociedade. O ministro defendeu que a celeridade é necessária para que o tema chegue ao plenário do Senado ainda nesta semana, aproveitando o período de esforço concentrado dos parlamentares.
Expectativas para a jornada de trabalho
O discurso do ministro da Secretaria-Geral da Presidência reforça a narrativa de que o modelo atual de trabalho está com os dias contados. Boulos argumentou que a sociedade brasileira clama por mais tempo de descanso e qualidade de vida, elementos que, segundo ele, são centrais na proposta em discussão.
A expectativa do governo é que a votação ocorra entre esta quarta e quinta-feira. O objetivo é consolidar a mudança na legislação trabalhista, garantindo que o trabalhador tenha um dia adicional de folga, medida que o ministro descreveu como um passo fundamental para oferecer um maior “suspiro de liberdade” à classe trabalhadora do país.
Fonte: bnews.com.br
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