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Caiado questiona uso de câmeras corporais em operações policiais de alto risco

Caiado questiona uso de câmeras corporais em operações policiais de alto risco

O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, manifestou ceticismo quanto à eficácia e aplicabilidade das câmeras corporais em ações policiais de alta complexidade. Durante sabatina realizada na CNN Brasil, em São Paulo, o político argumentou que a utilização desses equipamentos em cenários que descreveu como “campo de guerra” não condiz com a realidade enfrentada pelas forças de segurança em confrontos armados.

As declarações de Caiado surgiram em um contexto de debate sobre a letalidade policial e a estratégia de combate ao crime organizado. O candidato foi questionado sobre a Operação Contenção, deflagrada em 28 de outubro de 2025, nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A ação, voltada ao cumprimento de mandados contra integrantes do Comando Vermelho, resultou em 122 mortes, tornando-se a operação mais letal da história do estado.

Contexto da Operação Contenção e letalidade policial

A operação no Rio de Janeiro visava desarticular uma estrutura criminosa que, segundo as autoridades, controlava pontos de venda de drogas e ordenava execuções na região. O saldo de 122 óbitos, incluindo 117 suspeitos e cinco policiais, gerou intensas investigações sobre a proporcionalidade da força utilizada. Caiado pontuou que, em situações onde os agentes enfrentam criminosos com armamento de grosso calibre, as dinâmicas de combate divergem drasticamente do policiamento preventivo convencional.

Visão sobre o modelo de policiamento e armamento

Ao abordar o financiamento federal para a tecnologia de monitoramento, o candidato afirmou que manteria o repasse de recursos apenas para estados que optassem voluntariamente pela implementação. Contudo, ele defendeu uma reforma estrutural no modelo de segurança pública brasileiro, citando o exemplo britânico como uma referência de atuação policial.

Caiado expressou o desejo de ver no Brasil um padrão de policiamento ostensivo que priorize o uso de equipamentos não letais. “Eu quero ter no Brasil um policial que tenha um cassetete e um apito. Igual lá na Inglaterra”, afirmou durante a sabatina. Segundo o candidato, o objetivo de longo prazo seria a redução da dependência de armas de fogo no cotidiano das patrulhas, embora a proposta contraste com a realidade atual de enfrentamento a facções armadas no país.

Cenário político e disputa eleitoral

A discussão sobre segurança pública ocorre em meio a uma disputa presidencial acirrada. Dados da pesquisa Vox Brasil, divulgada em 29 de agosto, indicam um cenário de empate técnico em uma eventual disputa de segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, com 45,1% e 44,5% das intenções de voto, respectivamente. O tema da segurança, portanto, permanece como um dos eixos centrais do debate nacional.

Fonte: metropoles.com


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