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Caiado diz que Milei fez escândalo, mas cobra diplomacia de Lula: ‘Não se governa na esculhambação’

Caiado diz que Milei fez escândalo, mas cobra diplomacia de Lula: 'Não se governa na esculhambação'

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência pelo PSD, criticou nesta terça-feira (28) o presidente da Argentina, Javier Milei, por seu comportamento durante a convenção do senador Flávio Bolsonaro (PL) no último fim de semana. Caiado descreveu a atitude de Milei como um "escândalo" e também fez críticas à diplomacia do governo Lula (PT), afirmando que "não se governa na esculhambação".

Em uma sabatina do Correio Braziliense, Caiado expressou sua intenção de "resgatar a liturgia" da Presidência, ressaltando que é inaceitável ridicularizar conversas e rebaixar o nível das discussões. Ele se referiu a declarações de Lula, como a comparação de dentaduras, para exemplificar sua crítica. O ex-governador também comentou sobre a postura de Milei, que, segundo ele, se sente no direito de ofender presidentes e ministros. Caiado mencionou que o governo Trump também se comporta de maneira inadequada ao questionar a auditoria das eleições brasileiras.

No evento de sábado (25), Milei ofendeu o ministro do STF, Alexandre de Moraes, chamando-o de "lixo careca" por não permitir sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado. Na mesma semana, o jornal The Washington Post informou sobre uma tentativa dos Estados Unidos de enviar funcionários do Departamento de Estado ao Brasil para questionar a integridade do processo eleitoral. O Itamaraty negou o visto para os auxiliares da Casa Branca, o que gerou tensões nas relações diplomáticas entre os dois países. Os EUA negaram qualquer intenção de influenciar as eleições brasileiras, enquanto a situação com a Argentina levou à convocação do embaixador brasileiro para esclarecimentos e a reações mais contundentes do governo Lula, incluindo uma declaração do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que chamou Milei de "palhaço".

Caiado afirmou que a chancelaria brasileira se tornou um "braço ideológico do PT" e lamentou a perda de prestígio da diplomacia brasileira, que antes era respeitada em grandes fóruns internacionais, como a ONU. Ele também mencionou o aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que pode chegar a 37,5% em alguns setores, e defendeu a necessidade de negociações diretas entre os presidentes dos dois países. Segundo ele, o Brasil é a parte "mais fraca" na relação e, no atual cenário, a indústria, o comércio e o setor rural estão sendo prejudicados.

Caiado criticou ainda a distribuição das emendas parlamentares impositivas, afirmando que o país vive uma "desordem institucional" entre os Poderes. Ele destacou que a Presidência está abrindo mão de suas prerrogativas diante das ameaças de instalação de CPIs pelo Congresso Nacional. O ex-governador observou a invasão de competências entre os Poderes, sem detalhar como pretende mudar essa situação se for eleito.

Ele se posicionou como uma figura "linha-dura" no combate à criminalidade e reiterou sua proposta de aprovar uma emenda à Constituição que permita a expropriação do patrimônio de homens condenados por feminicídio, transferindo-o para as famílias das vítimas. Caiado enfatizou a gravidade do feminicídio, afirmando que esse índice desmoraliza o país, em um momento em que busca conquistar o apoio do eleitorado feminino, considerado crucial para as eleições deste ano.


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