A cidade de Feira de Santana, na Bahia, foi palco da 5ª Caminhada pelo Fim da Violência contra Meninas e Mulheres neste sábado (15). O evento, organizado pela OAB Subseção Feira de Santana por meio da Comissão em Defesa dos Direitos das Mulheres, integrou a programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento das agressões de gênero.
A concentração reuniu participantes durante a manhã na sede da OAB, nas proximidades do Fórum Desembargador Filinto Bastos. O grupo percorreu importantes vias do centro da cidade, incluindo a rua Senhor dos Passos e a Avenida JJ Seabra, em um ato público que buscou sensibilizar a sociedade sobre a urgência de prevenir e combater a violência contra o público feminino.
Conscientização e os diferentes tipos de agressão
Esmeralda Alana, presidenta da OAB Mulher, destacou que o aumento nos registros de violência torna indispensável a continuidade de ações educativas. Segundo a advogada, é fundamental que a população compreenda que a violência não se restringe apenas a danos físicos.
A defensora ressaltou que a violência psicológica, muitas vezes silenciosa, ocorre de forma gradual. Esse tipo de abuso pode levar ao isolamento da vítima, à erosão da autoestima e à manutenção de ciclos de relacionamentos abusivos, sendo um ponto crítico que exige atenção constante da rede de proteção.
Redes de apoio e fortalecimento da autonomia
A psicóloga Lismara Moreira, que lidera o grupo Renascidas, enfatizou a importância do suporte psicológico para a reconstrução das vítimas. Para ela, o combate à violência deve ir além da punição dos agressores, focando no fortalecimento da autonomia e na capacidade de reconhecimento de situações de perigo.
O grupo Renascidas oferece atendimento gratuito, inclusive via internet. Outra instituição mencionada durante o ato foi a ONG Eu Sou Todas as Mulheres, que atua no acolhimento de vítimas de violência doméstica, psicológica e de situações ligadas ao tráfico humano.
Canais de denúncia e proteção à mulher
Durante a caminhada, foi reforçado o papel da comunidade na interrupção de ciclos de violência. Familiares, amigos e vizinhos são incentivados a oferecer acolhimento e auxiliar as vítimas na busca por proteção especializada.
Para situações de emergência, a Polícia Militar pode ser contatada pelo número 190. Além disso, o Ligue 180 funciona 24 horas por dia, oferecendo orientações sobre direitos e recebendo denúncias, inclusive via WhatsApp pelo número (61) 9610-0180. Vítimas também podem buscar auxílio nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams).
Fonte: bahianoticias.com.br
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