Compartilhe
Link copiado com sucesso!

TCM confirma cautelar contra prefeita de Cansanção após 1.825 contratações sem edital

Gestão de Vilma Gomes realizou admissões temporárias no primeiro trimestre de 2026 sem processo seletivo, segundo fiscalização do Tribunal de Contas

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) confirmou, nesta quarta-feira (12), a medida cautelar contra a prefeita de Cansanção, Vilma Rosa de Oliveira Gomes (MDB), após a identificação de 1.825 contratações temporárias realizadas pela administração municipal sem a abertura de editais de seleção.

A decisão foi ratificada durante sessão plenária do Tribunal e impede a Prefeitura de realizar novas contratações temporárias sem a prévia realização de processo seletivo. A medida também proíbe a prorrogação de vínculos que estejam em desacordo com a legislação vigente.

TCM aponta 1.825 admissões sem processo seletivo

Segundo a fiscalização realizada pelo TCM-BA, a Prefeitura de Cansanção promoveu a contratação de 1.825 servidores temporários somente nos primeiros três meses de 2026.

O Tribunal identificou que as admissões ocorreram sem a publicação de edital de seleção simplificada ou outro instrumento público equivalente.

Para o órgão de controle, a ausência de procedimento público de seleção representa possível afronta aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade e publicidade.

A apuração teve origem em um termo de ocorrência instaurado pela Diretoria de Controle de Atos de Pessoal (DAP) do próprio TCM-BA.

Prefeita fica impedida de fazer novas contratações

Com a confirmação da cautelar pelo Pleno do Tribunal, a prefeita permanece submetida às restrições determinadas anteriormente.

A decisão impede que o município realize novas admissões temporárias sem que exista previamente um processo seletivo, além de impedir a renovação de contratos considerados incompatíveis com as normas legais.

De acordo com o que consta nos autos, a defesa da prefeita teria alegado que a administração vinha adotando providências para adequar o quadro funcional e interromper novas admissões.

No entanto, segundo o TCM-BA, a Prefeitura não apresentou documentação considerada suficiente para comprovar a regularização das pendências apontadas pela equipe técnica.

Prefeitura terá 60 dias para regularizar contratos

Além de manter a proibição de novas contratações irregulares, o TCM-BA estabeleceu prazo de até 60 dias para que a Prefeitura de Cansanção apresente uma solução para os contratos temporários questionados.

Nesse período, o município deverá comprovar a conclusão de um processo seletivo simplificado ou apresentar um cronograma formal com as etapas previstas para o saneamento definitivo das irregularidades.

A decisão mantém, portanto, sob acompanhamento do Tribunal a situação dos contratos temporários firmados pela administração municipal.

O caso

A decisão do TCM-BA não determina, neste momento, apenas a suspensão das contratações já realizadas. O principal efeito da cautelar confirmada nesta quarta-feira é estabelecer restrições para novas admissões e prorrogações de vínculos temporários que não estejam de acordo com a legislação.

O caso segue sendo acompanhado pelo Tribunal de Contas dos Municípios, que deverá analisar as providências adotadas pela Prefeitura dentro do prazo estabelecido.

DA REDAÇÃO DO EUCLIDES DIÁRIO

*Com informações de A TARDE.


Descubra mais sobre Euclides Diário

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Nossos Parceiros

I Mais Lidas do Dia I

I Mais Lidas da Semana I

NOVA IGUAÇU
Rolar para cima