As candidaturas de pessoas LGBT+ alcançaram a marca de 2,35% do total de registros para as eleições 2026, conforme apontam os dados públicos disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O levantamento abrange candidatos que se autodeclaram como gays, lésbicas, bissexuais, trans, assexuais ou pansexuais, revelando um cenário de participação que, embora presente, permanece em patamares reduzidos frente ao total do pleito.
Disparidade entre representatividade e demografia
A análise dos números revela um distanciamento significativo entre a proporção de candidaturas registradas e a estimativa populacional. Enquanto o segmento LGBT+ compõe cerca de 9% da população brasileira, segundo a Pesquisa do Orgulho realizada pelo Datafolha em 2022, a representação nas urnas não alcança patamares próximos a essa fatia em nenhuma das dez funções eletivas disponíveis para disputa.
Concentração de candidaturas em cargos legislativos
Os dados do TSE demonstram uma forte concentração das candidaturas em esferas específicas do Poder Legislativo. Entre os 405 registros classificados conforme a orientação sexual, 95% estão voltados para as disputas de deputado federal, deputado estadual ou deputado distrital. Esse padrão de comportamento eleitoral é ainda mais acentuado entre candidatos trans, que direcionam 99% das 107 candidaturas registradas para essas mesmas três funções.
Evolução histórica e transparência dos dados
O monitoramento da diversidade nas chapas eleitorais ganhou maior visibilidade a partir de 2024, ano em que o órgão eleitoral passou a disponibilizar oficialmente informações sobre a orientação sexual dos postulantes. Naquele pleito, as candidaturas LGBT+ representavam 2% do total, indicando um crescimento marginal de 0,35 ponto percentual em relação ao cenário atual observado para 2026.
Fonte: seliguebahia.com.br
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