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Delação de João Carlos Mansur na PGR mira Banco Master e políticos

Delação de João Carlos Mansur na PGR mira Banco Master e políticos

O empresário João Carlos Mansur, ex-controlador da gestora de fundos Reag, formalizou um acordo de delação premiada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). O movimento ocorre no âmbito das investigações sobre o Banco Master e marca um desdobramento significativo nas apurações que envolvem o sistema financeiro nacional. O documento foi encaminhado para análise do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem caberá a decisão sobre a homologação do termo.

Detalhes da colaboração e alvos da investigação

A colaboração de Mansur foi estruturada em 17 anexos entregues à PGR, sem a participação direta da Polícia Federal (PF). O conteúdo das revelações foca predominantemente nas atividades de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Além de questões corporativas, os documentos citam figuras da política baiana, incluindo o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).

Antes de consolidar o acordo com a Procuradoria, o empresário havia iniciado tratativas com a PF sob um termo de confidencialidade. Contudo, as negociações com a corporação não alcançaram sucesso, levando o investigado a buscar a via da PGR. Para que o acordo seja validado pelo STF, Mansur precisará confessar crimes e fornecer provas robustas que corroborem as informações apresentadas em seus anexos.

Contexto da Operação Compliance Zero

O empresário tornou-se alvo central da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro. A investigação apurou o uso de fundos de investimento para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. Em resposta aos achados, o Banco Central decretou a liquidação da Reag, apontando graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional e comprometimento da saúde financeira da gestora.

A Reag também é citada em outros inquéritos, como a Operação Carbono Oculto e investigações envolvendo o BRB. Em 2024, fundos sob gestão da empresa foram utilizados em operações de aumento de capital do Banco de Brasília, transações que a Polícia Federal classificou como suspeitas. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas pelo portal Supremo Tribunal Federal.

Defesa e patrimônio do ex-controlador

Apesar das acusações e da liquidação da empresa, João Carlos Mansur nega qualquer irregularidade na gestão da Reag. Em depoimento prestado à CPI do Crime Organizado do Senado, o empresário defendeu a estrutura de compliance da companhia, alegando que a empresa foi penalizada por sua independência e porte no mercado.

Dados da Receita Federal indicam uma ascensão patrimonial expressiva do empresário no período recente. O valor declarado saltou de R$ 748,7 milhões em 2023 para R$ 1,49 bilhão em 2024. Segundo Mansur, o incremento substancial decorre da valorização das ações que ele detém na Lurix Participações.

Fonte: bahianoticias.com.br


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