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Depressão exige escuta ativa e acolhimento, afirma psicóloga Marta Luzbel

Depressão exige escuta ativa e acolhimento, afirma psicóloga Marta Luzbel

A psicóloga Marta Luzbel ressaltou a necessidade urgente de uma abordagem mais empática e humanizada no tratamento de pessoas que enfrentam quadros de depressão e sofrimento mental. Em entrevista ao podcast Elas em Cena, a especialista enfatizou que a condição clínica não deve ser confundida com fraqueza, falta de fé ou desmotivação pessoal.

Segundo a profissional, o papel da rede de apoio é fundamental, mas exige cautela. Comentários que minimizam a dor alheia, como sugerir que o indivíduo apenas “levante da cama” ou classificar o sofrimento como “bobagem”, podem agravar o quadro clínico, gerando sentimentos profundos de culpa e incapacidade no paciente.

A importância da escuta ativa no tratamento da depressão

Marta Luzbel defende que o suporte emocional eficaz passa pelo chamado “letramento familiar”, onde parentes e amigos aprendem a se comunicar de forma não violenta. A especialista sugere que, em vez de oferecer conselhos superficiais ou invalidações, o interlocutor deve priorizar a escuta sem julgamentos.

A recomendação técnica da psicóloga é trocar afirmações prontas por perguntas abertas. Ao questionar o paciente sobre o que ele sente, o ouvinte demonstra interesse genuíno e valida a dor do outro, criando um ambiente seguro para a expressão emocional e a busca por ajuda profissional, conforme orientado pelo Ministério da Saúde.

Presença e disponibilidade como fatores de proteção

Quando o interlocutor não sabe como agir diante de uma crise, a recomendação é oferecer presença física e disponibilidade. Estar ao lado da pessoa, mesmo em silêncio, comunica que ela não está sozinha em sua jornada de recuperação, o que é um passo essencial para o bem-estar mental.

A especialista também pontuou que a fé e o suporte familiar atuam como importantes fatores de proteção. Embora não substituam o tratamento médico ou psicológico, esses elementos contribuem significativamente para a redução dos índices de atentados contra a própria vida, funcionando como uma rede de sustentação durante os períodos mais críticos do tratamento.

Fonte: bahianoticias.com.br


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