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Deslizamento no Nepal e Tibete eleva número de desaparecidos para mais de 2,4 mil

Deslizamento no Nepal e Tibete eleva número de desaparecidos para mais de 2,4 mil

A região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete enfrenta uma crise humanitária de grandes proporções após um devastador deslizamento de terra. As autoridades locais atualizaram neste sábado (29/8) o balanço oficial da tragédia, que já contabiliza 626 mortes confirmadas. O cenário é de incerteza, com o número de pessoas desaparecidas atingindo a marca de 2.478, conforme dados consolidados pelas agências de desastres de ambos os territórios.

Impacto do deslizamento no Nepal e Tibete

O impacto do desastre é sentido de forma severa em ambos os lados da divisa. A agência de desastres do Nepal reportou 1.924 desaparecidos em seu território, enquanto a agência de notícias chinesa Xinhua confirmou que o número de pessoas cujo paradeiro é desconhecido no Tibete chega a 626. As operações de busca e salvamento completam seu quarto dia consecutivo, enfrentando terrenos instáveis e condições adversas.

Até o momento, os esforços das equipes de resgate resultaram no salvamento de mais de 3.700 pessoas apenas no lado nepalês. A magnitude do evento, frequentemente descrito como um “tsunami de lama”, mobilizou a comunidade internacional diante da dificuldade de acesso às áreas mais remotas atingidas pelo fenômeno.

Mobilização internacional e apoio humanitário

A gravidade da situação forçou uma mudança de postura por parte do governo nepalês. Após um período inicial de resistência, em que o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, chegou a afirmar que o país possuía capacidade interna para lidar com as operações, o governo decidiu aceitar formalmente a ajuda internacional. A decisão ocorreu após intensa pressão diplomática de países com cidadãos desaparecidos na região.

O suporte externo começou a se materializar rapidamente. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a destinação de 2 milhões de euros, equivalentes a cerca de R$ 10 milhões, para ações de assistência humanitária imediata. Além disso, o presidente chinês, Xi Jinping, enviou condolências oficiais ao seu homólogo nepalês, Ram Chandra Paudel, destacando a necessidade de união entre as nações para a reconstrução das áreas afetadas.

Desafios na continuidade das buscas

As operações de resgate enfrentam desafios constantes, incluindo o risco iminente de novas inundações na região. A instabilidade geológica, agravada por relatos de terremotos subsequentes ao deslizamento, tem forçado interrupções temporárias nos trabalhos das equipes. O foco das autoridades permanece na localização de sobreviventes e na estabilização das zonas de risco, enquanto o mundo observa a evolução da crise humanitária que assola a fronteira asiática.

Fonte: metropoles.com


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