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Desmatamento na Amazônia atinge menor nível desde 2016 com queda de 36,8%

Desmatamento na Amazônia atinge menor nível desde 2016 com queda de 36,8%

O desmatamento na Amazônia apresentou uma queda histórica de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) nesta sexta-feira (7). Com 2.874,38 km² de área sob alerta, esse é o menor valor registrado desde o início da série histórica em 2016. No ciclo anterior, a área desmatada havia sido de 4.495 km².

Além disso, a área sob alerta é 55,6% inferior à média dos últimos dez anos, que abrange de 2015/2016 a 2025/2026. O sistema Deter, que utiliza imagens de satélite para monitorar alterações na cobertura vegetal, também indicou uma redução de 7,8% no Cerrado, com 5.119,46 km² identificados.

Entre os estados da Amazônia, os maiores volumes de alertas foram registrados no Pará (987,27 km²), Mato Grosso (834,41 km²), Amazonas (433,9 km²), Roraima (272,6 km²), Acre (153,8 km²) e Rondônia (114,3 km²). A maioria dos estados apresentou uma redução significativa em comparação ao ciclo anterior, exceto Roraima, que viu um aumento de 32,5%.

Em 2025, o desmatamento no Brasil já havia caído 20,1% em relação a 2024, com reduções em todos os biomas. O Pantanal foi o que registrou a maior queda, com 65,4%, seguido pelo Pampa (41,7%), Caatinga (34,3%), Amazônia (15,8%) e Cerrado (11,5%).

Durante a apresentação dos dados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que os números reforçam o compromisso do Brasil com a agenda climática, fazendo uma ironia sobre tarifas impostas pelos Estados Unidos: “Agora, em cada correspondência que a gente mandar para os Estados Unidos, a gente manda os dados do Inpe”.

O Observatório do Clima comemorou os resultados, considerando-os “históricos” e reforçando a possibilidade de cumprir a meta de zerar o desmatamento até 2030. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) também avaliou os números como positivos, destacando a viabilidade de alcançar o desmatamento zero, mesmo diante de desafios como mudanças climáticas e o fenômeno El Niño.

Fonte: seliguebahia.com.br


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