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Ata eleitoral revela orientação do TRE de São Paulo para uso de cédulas de papel após fechamento precoce de urnas

Ata eleitoral revela orientação do TRE de São Paulo para uso de cédulas de papel após fechamento precoce de urnas

A ata da mesa receptora de uma seção eleitoral localizada no colégio Liceu Pasteur, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, revelou que o Tribunal Regional Eleitoral do Estado orientou o uso de cédulas de papel. A medida visava dar continuidade à votação após o encerramento antecipado das urnas eletrônicas às 17h, contrariando a decisão do Supremo Tribunal Federal que estendeu o pleito até as 19h no horário de Brasília.

registros detalhados na ata da seção eleitoral

De acordo com os registros minuto a minuto documentados na ata oficial, os trabalhos transcorreram normalmente até o horário previsto para o término padrão da votação. No entanto, logo após o fechamento e a emissão dos boletins de urna, os mesários foram informados sobre a prorrogação determinada pela Justiça. Como o sistema eletrônico já havia sido encerrado e a mídia retirada, o órgão orientou que os eleitores aptos a votar após o horário regular utilizassem cédulas de papel.

O documento aponta que, por volta das 17h28, a instrução reforçava a permanência da equipe no local até as 19h para eventuais eleitores. Minutos depois, fiscais de partidos políticos compareceram à sala para solicitar vias adicionais dos boletins de urna, gerando movimentação na seção em meio à incerteza sobre o procedimento adequado para o momento atípico.

suspensão da prorrogação e encerramento definitivo

A situação de instabilidade operacional foi alterada quando o tribunal informou que a prorrogação havia sido suspensa por uma nova diretriz associada ao comando do Tribunal Superior Eleitoral, orientando o encerramento das atividades e a liberação dos mesários. Diante disso, os equipamentos eletrônicos foram armazenados e fiscais partidários recolheram as vias correspondentes dos boletins impressos.

O episódio refletiu a complexidade logística decorrente de decisões judiciais de última hora, que impactaram diversos locais de votação em diferentes regiões do país. A falta de alinhamento imediato na comunicação entre as instâncias superiores e as mesas receptoras gerou divergências operacionais durante o encerramento do pleito.

contexto da prorrogação e impacto nas eleições

A extensão do horário de votação havia sido concedida pelo Supremo Tribunal Federal a pedido do Partido dos Trabalhadores, motivada por relatos de dificuldades no transporte público de eleitores em municípios como São Paulo e Salvador. A decisão buscou compensar eventuais prejuízos à participação cidadã no processo democrático.

No entanto, divergências na aplicação prática da medida levaram o ministro Cristiano Zanin a esclarecer que a prorrogação se aplicava exclusivamente às seções cujas urnas ainda permaneciam ativas e abertas. O Tribunal Superior Eleitoral reforçou posteriormente as diretrizes para garantir a totalização correta dos votos em todo o território nacional.

Fonte: metropoles.com


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