A vereadora de Montes Claros (MG) Iara Pimentel, do Partido dos Trabalhadores (PT), foi atingida no rosto durante um ataque de apoiadores de Jair Bolsonaro a uma carreata em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite deste sábado (24), na Avenida Sanitária, em Minas Gerais.
Vídeos do episódio mostram a ocorrência, e alguns dos envolvidos aparecem usando camisas do Bloquinho do 22, manifestação político-eleitoral criada para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026.
O carro de som da carreata petista foi alvejado com garrafas e pedras. Segundo nota divulgada pela assessoria da vereadora, o veículo também foi atingido por garrafas de vidro, tijolos e outros objetos. Iara precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada a um hospital, onde foi medicada e permaneceu em observação enquanto realizava exames.
Vídeos mostram ataque durante carreata pró-Lula
Relatos sobre o episódio apontam que pedras, tijolos, garrafas e outros objetos foram arremessados contra os participantes da manifestação petista. Imagens do ataque também mostram pessoas com camisas do Bloquinho do 22, grupo que utiliza o formato de blocos de carnaval de rua para mobilizar apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL).
Outros manifestantes também teriam sido agredidos. Há relatos de que uma criança sofreu uma fratura no braço e de que o deputado federal Paulo Guedes (PT) foi alvo durante o episódio.
Assessoria cobra investigação
Em nota de repúdio, a assessoria de Iara Pimentel condenou as agressões e defendeu a investigação do caso, com a identificação e a responsabilização dos envolvidos.
“É inadmissível que pessoas sejam agredidas por expressarem suas posições políticas. Nenhuma divergência justifica a violência. A democracia pressupõe liberdade de manifestação, respeito às diferenças e o direito de participar da vida política sem medo de ameaças ou agressões.”
O comunicado também manifestou solidariedade às demais pessoas agredidas e agradeceu as mensagens de apoio recebidas pela vereadora.
“O episódio exige investigação rigorosa, apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos. A violência política não pode ser tratada como algo corriqueiro, muito menos tolerada como parte do debate público.”
Fonte: Bnews
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