Após enfrentar uma série de limitações impostas pela Justiça Eleitoral, o candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, prepara uma ofensiva presencial no Nordeste brasileiro. O presidenciável confirmou uma agenda intensa para o próximo fim de semana, buscando contornar a proibição de realizar propaganda em determinados perfis nas redes sociais.
A estratégia de Renan Santos prevê a realização de comícios em três capitais estratégicas da região. Na sexta-feira, 4, o candidato estará em Recife (PE), seguindo para Fortaleza (CE) no sábado, 5, e encerrando o giro em São Luís (MA), no domingo, 6. O objetivo central é manter o contato direto com o eleitorado e fortalecer o palanque de aliados locais que disputam os cargos de governador e senador.
Segurança pública como eixo central da campanha
Durante as visitas, o candidato pretende centralizar seu discurso na pauta da segurança pública. A escolha do tema não é aleatória: dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que os três estados visitados figuram entre os dez mais violentos do país no ano de 2025. A campanha busca capitalizar sobre a insatisfação popular com os índices de criminalidade nessas regiões.
Impactos das restrições impostas pelo TSE
A movimentação ocorre logo após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinar, na segunda-feira, 31, restrições severas à campanha do Missão. A decisão foi motivada pela demora da legenda em informar oficialmente os perfis utilizados na internet, o que, segundo o magistrado, permitiu que as contas continuassem sendo recomendadas pelas plataformas digitais de forma irregular.
Além da proibição de propaganda em perfis não declarados, a decisão judicial suspendeu a participação de Renan Santos em debates eleitorais e bloqueou o acesso da chapa ao fundo eleitoral. Apesar do revés, a equipe jurídica do partido trabalha para apresentar os dados requisitados pela Corte e reverter as sanções, enquanto o candidato mantém as atividades de rua e a distribuição de material gráfico como alternativas permitidas.
Fonte: atarde.com.br
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