O governo espanhol determinou, nesta quinta-feira (30), a mobilização de unidades do Exército de Terra em Ceuta para reforçar o controle das fronteiras. A medida ocorre em resposta a um fluxo migratório sem precedentes, no qual milhares de pessoas cruzaram a nado a fronteira do Tarajal, vindo do Marrocos, sobrecarregando a infraestrutura da cidade autônoma.
Reforço militar e tático na fronteira
A decisão, oficializada pelo palácio de La Moncloa, estabelece que as Forças Armadas atuarão em suporte direto à Guarda Civil. A operação, coordenada pelo Mando de Operações, visa garantir a segurança e a ordem pública diante do colapso dos serviços locais e da interrupção das atividades comerciais na região.
Além do apoio militar, o Ministério do Interior enviou reforços especializados para a contenção e processamento dos migrantes. O contingente inclui:
- 60 agentes da Agrupación de Reserva y Seguridad (ARS) com reforço imediato de 60 novos efetivos.
- 30 guardas civis deslocados de unidades da Andaluzia para a Segurança Cidadã.
- Envio do navio Duque de Ahumada e especialistas em patrulhamento aéreo com drones e helicópteros.
- Cerca de 200 efetivos antidistúrbios da Polícia Nacional previstos para os próximos dias.
Impacto no sistema de acolhimento
A pressão migratória gerou uma crise humanitária e logística imediata. O Centro de Estadia Temporal de Imigrantes (CETI) atingiu sua capacidade máxima, impossibilitando novas acomodações. O Mercado Central, ponto vital para o abastecimento da cidade, suspendeu suas operações devido ao cenário de instabilidade.
Estimativas do Ministério do Interior indicam que entre 1.500 e 2.000 pessoas tentaram ingressar em território espanhol nos últimos dez dias. Contudo, a intensidade das travessias nas últimas horas sugere que o volume real de migrantes pode ser significativamente superior aos dados oficiais.
Intervenção da União Europeia
A gravidade da situação atraiu a atenção de Bruxelas. O comissário europeu de Assuntos de Interior e Migração, Magnus Brunner, entrou em contato com o ministro Fernando Grande-Marlaska para oferecer assistência formal da União Europeia. O suporte inclui a possível atuação da Frontex, a agência responsável pela gestão das fronteiras externas do bloco, para auxiliar na contenção do fluxo migratório.
Para mais informações sobre o desdobramento desta crise, consulte a fonte oficial em Gazeta Brasil.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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