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EUA avaliam novas sanções contra Alexandre de Moraes após operação da Polícia Federal

EUA avaliam novas sanções contra Alexandre de Moraes após operação da Polícia Federal

O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a possibilidade de impor novas sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação, reportada pelo jornal britânico Financial Times, ocorre em um cenário de crescente tensão diplomática e ganha força sob a atual administração de Donald Trump.

O estopim para a retomada das discussões foi uma operação da Polícia Federal realizada na última terça-feira (11). A ação, autorizada pelo magistrado, envolveu mandados de busca e apreensão contra pessoas apontadas como fontes de um jornalista independente, gerando questionamentos sobre os limites da proteção ao sigilo de fonte e da liberdade de imprensa no Brasil.

Operação da Polícia Federal e o sigilo de fonte

A operação da Polícia Federal teve como um dos alvos Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão. Ele é investigado por supostamente fornecer informações para reportagens do jornalista Luís Pablo, que tratavam do uso de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino.

A medida gerou repercussão imediata e um debate interno no STF. Enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, defendeu publicamente a preservação do sigilo de fonte, Alexandre de Moraes argumentou que as diligências foram fundamentadas em indícios de atividades ilícitas, sustentando que a proteção jornalística não pode ser utilizada como escudo para a prática de crimes.

Histórico de sanções e tensões diplomáticas

Esta não é a primeira vez que o nome do ministro brasileiro entra na pauta do Departamento do Tesouro dos EUA. Em julho de 2025, Alexandre de Moraes foi incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky. Naquela ocasião, Washington justificou a decisão citando a condução de processos considerados politizados, restrições à liberdade de expressão e a autorização de prisões arbitrárias, especialmente em casos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As punições iniciais incluíram o congelamento de bens do ministro em território americano e a proibição de transações financeiras com cidadãos ou empresas dos Estados Unidos. Em setembro de 2025, o alcance das sanções foi ampliado, atingindo também Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Lex Instituto de Estudos Jurídicos.

Cenário de incerteza nas relações bilaterais

Embora as restrições tenham sido revogadas em dezembro de 2025, durante um período de breve reaproximação diplomática entre os dois países, o descontentamento da Casa Branca não foi totalmente dissipado. Analistas apontam que a nova ofensiva da Polícia Federal contra fontes jornalísticas serve como um catalisador para que setores do governo americano reconsiderem a aplicação de medidas punitivas.

O governo brasileiro, por meio de interlocutores como Durigan, já sinalizou que pretende ouvir o setor empresarial antes de definir eventuais contramedidas caso as sanções sejam efetivadas. A situação coloca o Judiciário brasileiro sob um novo foco de pressão internacional, em um momento em que a soberania e a segurança jurídica são temas centrais no debate público. Para mais detalhes sobre o contexto das relações internacionais, consulte o portal Financial Times.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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