O 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro encerrou sua edição neste sábado (19/9), consolidando o longa-metragem Se Eu Fosse Vivo… Vivia como o grande vencedor da Mostra Competitiva Nacional. A obra, dirigida por André Novais Oliveira, conquistou o Troféu Candango de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Oficial, reafirmando o prestígio do cineasta mineiro no cenário cinematográfico nacional.
O filme, que já havia circulado por festivais internacionais de renome, como os de Berlim e Cartagena das Índias, ganhou destaque adicional pela estreia da renomada escritora Conceição Evaristo como atriz. A autora, que interpreta a personagem Jacira, acompanhou o anúncio por telefone, em um momento de celebração transmitido diretamente para o público presente no Cine Brasília.
Trajetória e reconhecimento de Se Eu Fosse Vivo… Vivia
A trama do longa-metragem explora cinco décadas de convivência entre Gilberto e Jacira, um casal que iniciou sua história na década de 1970, em Contagem (MG). A narrativa ganha contornos dramáticos quando uma internação hospitalar de Jacira desencadeia uma série de eventos enigmáticos na vida de Gilberto, forçando o protagonista a enfrentar o desconhecido.
Para o diretor André Novais Oliveira, esta premiação marca um feito histórico em sua carreira, sendo o seu segundo troféu de Melhor Filme no festival, após o sucesso de Temporada em 2018. Além do reconhecimento máximo, a produção foi laureada nas categorias de Melhor Roteiro e Melhor Figurino, consolidando a força técnica e artística do projeto.
Experiência artística e impacto na literatura
Ao agradecer pela menção honrosa durante a cerimônia, Conceição Evaristo destacou o profundo aprendizado emocional que a experiência de atuar proporcionou. A autora ressaltou a importância de representar a fidelidade e os laços afetivos de uma família negra, afirmando que o processo criativo no cinema servirá como inspiração para suas futuras obras literárias.
A participação da escritora no elenco foi celebrada pela equipe do filme como um dos pontos altos da produção. O reconhecimento do júri oficial reforça a qualidade da atuação de Evaristo, que trouxe uma carga de autenticidade e sensibilidade fundamental para a construção da narrativa proposta pelo diretor mineiro.
Destaques da mostra de curtas-metragens
Além da consagração dos longas, o festival também premiou os curtas-metragens que se destacaram na Mostra Competitiva Nacional. O filme Cana emergiu como a produção mais premiada entre os curtas, levando o troféu principal do Júri Oficial e sendo reconhecido em categorias técnicas e de atuação.
O curta Cana conquistou ainda o Prêmio Abraccine de Melhor Curta-Metragem e o Prêmio Canal Brasil. Entre as distinções individuais, o ator Gerin Black foi premiado por sua atuação, enquanto Daniel Rone e Guilherme Xavier foram reconhecidos pela trilha sonora original da obra, conforme detalhado pela curadoria do evento.
Fonte: metropoles.com
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