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Flávio Dino ordena investigação da Polícia Federal sobre Banco Master e cemitérios de São Paulo

Flávio Dino ordena investigação da Polícia Federal sobre Banco Master e cemitérios de São Paulo

Investigação sobre operações do Banco Master

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) instaure um inquérito para apurar possíveis irregularidades em operações financeiras envolvendo o Banco Master e empresas concessionárias de cemitérios da cidade de São Paulo. A decisão, proferida nesta quinta-feira (17/9), aponta para a existência de um “adensamento de indícios de crimes” que exige uma investigação aprofundada por parte das autoridades federais.

Foco em financiamentos e garantias contratuais

A determinação judicial surge após a revelação de novos dados sobre financiamentos que totalizam R$ 78 milhões. Estes recursos foram concedidos pelo Banco Master à empresa Cemitérios e Crematórios SP, concessionária vinculada ao Grupo Maya. Segundo o magistrado, empresas ligadas ao grupo econômico do banqueiro Daniel Vorcaro figuram como titulares fiduciárias da totalidade das ações da concessionária. Tais ativos foram utilizados como garantia em operações de crédito estruturadas pela instituição financeira.

Abrangência da apuração e limites processuais

O escopo da investigação autorizada por Flávio Dino inclui a análise das relações entre o banco e as concessionárias, além de possíveis envolvimentos de agentes públicos do Poder Executivo e do Poder Legislativo. O ministro estabeleceu, contudo, uma ressalva importante quanto aos limites da apuração: a investigação não poderá atingir o ministro André Mendonça. Conforme o entendimento do relator, qualquer medida que envolva um magistrado da Corte deve ser submetida previamente ao colegiado do Supremo Tribunal Federal.

Próximos passos do inquérito

Com a decisão, a Polícia Federal assume o papel de conduzir as diligências necessárias para esclarecer a natureza das transações e verificar se houve desvio de finalidade ou lesão ao interesse público nas concessões paulistanas. O caso permanece sob monitoramento do STF, que aguarda o desdobramento das diligências para avaliar novos passos processuais. A expectativa é que o inquérito esclareça os fluxos financeiros entre o setor privado e as concessões de serviços funerários na capital paulista.

Fonte: metropoles.com


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