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Flávio lança candidatura ao Planalto e mira memória de Jair Bolsonaro em fala ao lado de Milei e Tarcísio

Flávio lança candidatura ao Planalto e mira memória de Jair Bolsonaro em fala ao lado de Milei e Tarcísio

O PL oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República durante uma convenção no Pacaembu, em São Paulo, neste sábado (25). O evento, marcado por um clima de celebração, teve o discurso de Flávio centrado em referências ao pai, Jair Bolsonaro, a quem se referiu como "o capitão" e se apresentou como "o filho mais velho do capitão". Uma reprodução em inteligência artificial do ex-presidente foi exibida no telão, onde ele pediu apoio ao filho, afirmando: "Peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio".

Emocionado, Flávio começou a falar sobre o ex-presidente enquanto uma música triste tocava ao fundo. Ele afirmou que Jair Bolsonaro é perseguido e injustiçado, descrevendo-o como vítima "da maior farsa" da história do Brasil. O senador ressaltou sua responsabilidade como filho do ex-presidente, afirmando que defendeu a liberdade com a própria vida. Flávio alertou que, se Lula for reeleito, o Brasil poderá caminhar para a ditadura, questionando a possibilidade de o ex-presidente indicar mais ministros ao STF. Ele defendeu que os poderes respeitem a Constituição e sejam independentes.

O presidenciável do PL apresentou suas propostas, afirmando que os filhos devem ser "estudantes e não militantes", que o agronegócio deve ser "respeitado e não endividado" e que o salário deve durar até o fim do mês. Ele também defendeu a castração química para estupradores de crianças e penas mais severas para agressores de mulheres. Um recado do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, foi transmitido, destacando Flávio como um defensor do Brasil e um "campeão da amizade entre nossos povos".

Flávio buscou diminuir a rejeição das mulheres à sua candidatura, cercando-se de figuras femininas, como sua mãe, Rogéria, sua esposa, Fernanda, e Daniella Marques (Republicanos), sua aliada e preferida para a vice. O presidente da Argentina, Javier Milei, compareceu ao evento e criticou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, chamando-o de "lixo" por não ter autorizado sua visita a Jair Bolsonaro. Milei também elogiou a liberdade e incentivou Flávio a se preparar para uma grande batalha.

Apesar da festividade, a ausência de presidentes nacionais de outros partidos evidenciou o isolamento de Flávio. O PL deseja repetir a coligação de 2022 com a federação União Brasil-PP e o Republicanos, mas as legendas parecem preferir a neutralidade. A falta de coligação deixou Flávio sem um candidato a vice a ser apresentado, embora a expectativa fosse que partidos aliados indicassem um nome até 5 de agosto, prazo final para convenções.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que foi preterido por Bolsonaro para o Planalto, elogiou Flávio, afirmando que ele não está ali apenas pelo sobrenome e que será "o maior presidente da história". Tarcísio criticou o PT e pediu ao público que busque votos, enfatizando a necessidade de trabalho e sacrifício nos próximos 70 dias.

O evento, que começou com o hino nacional e um momento de silêncio em alusão à tentativa de silenciar a direita no Brasil, contou com a participação de diversas figuras políticas, incluindo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e candidatos do PL. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro enviou um recado em vídeo, destacando a importância da participação feminina na política e pedindo bênçãos para a candidatura de Flávio.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) também enviou um apoio em vídeo, justificando sua ausência devido ao mau tempo. O evento ocorreu em um centro de convenções no interior do estádio do Pacaembu, com milhares de apoiadores vestidos de verde e amarelo. Havia referências a Israel, Estados Unidos e ao ex-presidente Donald Trump, além de bonecos de papelão de figuras políticas, incluindo Jair e Flávio Bolsonaro.

Durante o discurso de Flávio, alguns apoiadores começaram a deixar o evento, resultando em espaços vazios no centro de convenções. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside nos EUA, enviou um recado em vídeo, afirmando que a missão de Flávio é combater o "Foro de São Paulo" e libertar Jair Bolsonaro e os presos do 8 de janeiro. Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado em Santa Catarina, também participou por vídeo, destacando a importância do legado do pai.

Rogério Marinho, em seu discurso, enfatizou a necessidade de "radicalizar" na defesa dos valores que inspiram a sociedade brasileira. Ele afirmou que a responsabilidade de Flávio será compartilhada por todos, para que o "fardo" se torne mais leve. André do Prado, ao lado de Flávio e do deputado Guilherme Derrite (PP), destacou que "ninguém está acima da lei" e que, se houver crime de responsabilidade, as consequências devem ser enfrentadas.

Na véspera da convenção, uma pesquisa do Datafolha indicou estabilidade nas intenções de voto, com Lula (PT) liderando com 48% em um eventual segundo turno contra Flávio, que tem 43%. A convenção é o ato formal em que partidos e federações escolhem seus candidatos para as eleições de outubro. Os candidatos devem ser registrados na Justiça Eleitoral até 15 de agosto, e a campanha começa oficialmente no dia seguinte.


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