O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público de São Paulo, iniciou na manhã desta terça-feira (18) uma ofensiva contra um grupo criminoso suspeito de operar esquemas de agiotagem e lavagem de dinheiro em São José dos Campos. A ação, denominada Operação Strozzino, mobilizou forças policiais para o cumprimento de mandados judiciais em diversos pontos da cidade.
Estratégias de investigação e bloqueio de bens
A investigação aponta que a organização utilizava uma rede de empresas de fachada ou registradas em nomes de terceiros para ocultar a origem ilícita de capitais. Entre os setores explorados pelo grupo para a lavagem de ativos, destacam-se as transações de compra e venda de veículos e imóveis, manobra comum para dissimular movimentações financeiras suspeitas.
Como medida cautelar, a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados, totalizando um montante de até R$ 5 milhões. O objetivo da medida é descapitalizar a estrutura criminosa e assegurar o ressarcimento de eventuais danos causados à ordem pública e ao sistema financeiro.
Conexões criminosas e histórico dos investigados
Segundo informações oficiais do Ministério Público de São Paulo, o principal alvo da operação possui vínculos estabelecidos com integrantes da facção criminosa PCC. O indivíduo já havia sido objeto de apurações anteriores, sendo alvo da Operação Gênesis, deflagrada no ano de 2021.
Forças de segurança envolvidas na operação
A execução dos cinco mandados de busca e apreensão contou com uma operação integrada entre diferentes órgãos de segurança pública. Participaram da ação agentes do Gaeco, policiais civis do Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (Neccold) e efetivos do 3º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).
Até o momento, as autoridades não divulgaram um balanço final sobre os itens apreendidos ou eventuais prisões efetuadas durante a diligência. As investigações seguem em curso para identificar outros possíveis envolvidos e detalhar a extensão da rede criminosa na região do Vale do Paraíba.
Fonte: g1.globo.com
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