A família controladora do Grupo Mateus, rede varejista com presença relevante na Bahia, registrou uma retração expressiva em sua fortuna no último ano. Segundo o ranking de bilionários brasileiros da revista Forbes, divulgado na sexta-feira, 28, o patrimônio dos representantes da família sofreu uma queda de 53,8%, passando de R$ 11,9 bilhões em 2025 para R$ 5,5 bilhões em 2026.
Impacto direto no patrimônio do fundador
O fundador do grupo, Ilson Mateus Rodrigues, de 63 anos, foi o mais afetado pela desvalorização. O empresário, que possuía uma fortuna estimada em R$ 7,7 bilhões no ano anterior, viu seu patrimônio recuar para R$ 3,5 bilhões, representando uma redução de 54,5%. Ele e seus dois filhos permanecem como os únicos representantes do Maranhão na lista de bilionários da publicação.
Os filhos do fundador, Denilson Pinheiro Rodrigues, de 38 anos, e Ilson Mateus Rodrigues Júnior, de 42, também acompanharam a tendência de queda. Cada um deles viu sua fortuna individual diminuir de R$ 2,1 bilhões para R$ 1 bilhão, uma retração de aproximadamente 52%. Além disso, Maria Barros Pinheiro, de 64 anos, que figurava no ranking de 2025 com R$ 2,3 bilhões, não consta na edição de 2026.
Reestruturação operacional e fechamento de unidades
O cenário de retração financeira coincide com um período de ajustes operacionais profundos na companhia. Em 2026, o Grupo Mateus encerrou as atividades de 28 lojas em diversos estados brasileiros. A medida faz parte de uma estratégia de otimização da dívida líquida e busca por maior eficiência administrativa, conforme reportado no levantamento.
A Bahia, que abriga 11 unidades da rede — incluindo uma loja no Salvador Norte Shopping e um Centro de Distribuição em Feira de Santana — também sentiu os efeitos dessa reestruturação. As operações do grupo no estado se estendem por cidades como Vitória da Conquista, Juazeiro, Itabuna, Ilhéus, Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Barreiras, Alagoinhas e Jacobina.
Redução do quadro de colaboradores
A busca por eficiência resultou em um corte expressivo no quadro de funcionários. Nos primeiros meses de 2026, a empresa desligou 6.673 trabalhadores em seis dos nove estados onde mantém operações. O número total de colaboradores caiu de 47,9 mil, no final de 2025, para cerca de 41,2 mil no primeiro trimestre deste ano, uma redução superior a 13%.
As mudanças impactaram a presença da marca em estados como Ceará, Maranhão, Pará, Piauí e Sergipe. Paralelamente, em regiões como Paraíba, Pernambuco e Alagoas, a estratégia foi concentrar a atuação sob a bandeira do Novo Atacarejo, rede adquirida pelo grupo no final de 2024.
Fonte: atarde.com.br
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