O mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira (21) em tom positivo, com o Ibovespa registrando valorização de 0,74% e atingindo a marca de 186.595 pontos. Este desempenho representa o maior patamar do índice no último mês, consolidando um movimento de recuperação em um dia marcado por um volume financeiro de R$ 19,4 bilhões.
Em movimento correlato, o dólar comercial apresentou queda de 0,70%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,1084. O cenário interno foi impulsionado por um ambiente de otimismo vindo do exterior, onde as bolsas dos Estados Unidos também operaram em alta, influenciadas pela desvalorização do petróleo no mercado internacional.
Desempenho dos bancos e impacto das commodities
O setor bancário foi o grande protagonista da sessão, atuando como o principal motor para a alta do índice. O BTG Pactual liderou os ganhos com uma valorização de 3,42%, seguido pelo Itaú Unibanco, que avançou 1,77%. O Santander e o Bradesco também registraram desempenhos positivos, com altas de 1,53% e 0,94%, respectivamente. O Banco do Brasil foi a única exceção entre os grandes bancos, recuando 0,91% após um período recente de valorização acentuada.
Apesar do entusiasmo com o setor financeiro, o avanço do Ibovespa foi contido pela pressão sobre as empresas de commodities. A queda de mais de 3% no preço do petróleo, com o barril do tipo Brent sendo negociado abaixo de US$ 101, impactou negativamente os papéis da Petrobras. O setor de mineração também sentiu o reflexo do mercado, com as ações da Vale acompanhando a tendência de baixa.
Cenário eleitoral e projeções do Boletim Focus
No campo político, os investidores monitoraram a divulgação da pesquisa eleitoral realizada pelo BTG/Nexus. O levantamento aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro. Em uma eventual disputa de segundo turno, a pesquisa indica um cenário de 46% para Lula contra 45% para Bolsonaro, mantendo a estabilidade técnica.
A agenda econômica também foi pautada pela publicação do Boletim Focus, emitido pelo Banco Central. Entre as mudanças nas expectativas, analistas financeiros ajustaram a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2026, reduzindo a estimativa de 13,75% para 13,50%. Paralelamente, a projeção para a inflação, medida pelo IPCA, apresentou uma leve elevação, passando de 4,90% para 4,92%.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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