Compartilhe
Link copiado com sucesso!

CNPI pede presença fixa da Força Nacional no Sul da Bahia para proteger povo Pataxó de milícias

CNPI pede presença fixa da Força Nacional no Sul da Bahia para proteger povo Pataxó de milícias

O Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI), vinculado ao Ministério dos Povos Indígenas, formalizou uma recomendação urgente para a instalação permanente de efetivos da Força Nacional no Extremo Sul da Bahia. A medida visa conter a escalada de violência, ameaças e assassinatos que atingem sistematicamente o povo Pataxó na região, em um cenário marcado por conflitos fundiários históricos.

O ofício, enviado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao Governo da Bahia e ao Supremo Tribunal Federal (STF), fundamenta-se em um documento assinado em 27 de fevereiro de 2026. O conselho aponta a morosidade estatal na demarcação de terras e a atuação de grupos milicianos como fatores determinantes para o agravamento da crise humanitária e de segurança nas aldeias.

Escalada de violência e histórico de conflitos

A decisão do presidente do conselho, Dinaman Tuxá, reforça a necessidade de intervenção contínua após episódios críticos ocorridos no ano anterior, incluindo o ataque à aldeia indígena Kai e o assassinato de uma liderança Pataxó. Esses eventos são citados como evidências da vulnerabilidade das comunidades diante da criminalização de suas lideranças.

Historicamente, a região enfrenta tensões entre indígenas e grileiros desde a década de 1970. O cenário de instabilidade foi intensificado a partir de 2022, com o debate em torno da PEC do Marco Temporal. Entre abril de 2025 e julho de 2026, a Força Nacional já havia atuado no território baiano em caráter temporário, mas o CNPI defende agora uma presença ininterrupta para garantir a integridade física dos povos originários.

Medidas para a proteção territorial e punição

Além da presença policial ostensiva, o CNPI solicitou à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) a conclusão célere da revisão dos limites da Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal. O plano de ação proposto inclui a retirada de ocupantes não indígenas dos territórios demarcados e a implementação de bases de proteção etnoambiental para prevenir novas investidas criminosas.

O conselho também exige maior rigor investigativo por parte do Ministério da Justiça e do governo estadual na apuração de inquéritos que buscam identificar e punir os financiadores e executores dos ataques. Paralelamente, foi solicitado ao STF que priorize o julgamento das ações que questionam a constitucionalidade da lei do Marco Temporal, apontada como o principal vetor jurídico de amplificação dos conflitos fundiários em todo o país.

Fonte: bahianoticias.com.br


Descubra mais sobre Euclides Diário

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Nossos Parceiros

I Mais Lidas do Dia I

I Mais Lidas da Semana I

NOVA IGUAÇU
Rolar para cima