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Infantino enfrenta boicotes e revela apoio de federações menos tradicionais no futebol

Infantino enfrenta boicotes e revela apoio de federações menos tradicionais no futebol

Em meio a uma onda de boicotes por parte de confederações continentais, Gianni Infantino, presidente da FIFA, fez uso de suas redes sociais para destacar o apoio de seis federações que se opõem às entidades máximas do futebol. A ação ocorre em um momento crítico, após o anúncio de um plano que visa abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados, o que gerou forte resistência.

Apoio inesperado de federações

As federações que se manifestaram a favor de Infantino não incluem países com grande tradição no futebol. Entre os apoiadores, estão Marrocos, Catar, Kuwait, Emirados Árabes, Butão e Sri Lanka. Destes, apenas Marrocos possui uma trajetória significativa no esporte, ocupando a sexta posição no ranking mundial e se preparando para sediar a Copa do Mundo de 2030, além de receber o Congresso da FIFA no próximo ano.

Desempenho das seleções apoiadoras

Embora o Catar tenha sido o país-sede da Copa de 2022, sua seleção ocupa apenas a 59ª posição no ranking. As demais federações apoiadoras têm seleções ainda menos expressivas, como os Emirados Árabes em 68º, Kuwait em 133º, Sri Lanka em 187º e Butão em 192º. Essa realidade levanta questionamentos sobre a força real desse apoio.

Busca de apoio político nos EUA

Além do apoio de federações menos tradicionais, Infantino também busca respaldo político. Segundo o New York Post, o presidente da FIFA teria tentado se reunir com Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, para discutir o futebol como uma ferramenta de “soft power”. Contudo, fontes afirmam que o objetivo real seria fortalecer sua posição política dentro da FIFA diante da crescente pressão por sua saída.

Repercussões do projeto FIFA Forward Enterprise

Infantino enfrenta um cenário complicado após a repercussão negativa do projeto FIFA Forward Enterprise, que propunha a criação de uma nova subsidiária para gerenciar ativos comerciais da entidade. A proposta, que incluía a entrada da Thrive Capital, foi abandonada após críticas de confederações e federações nacionais, que viam a transformação das competições da FIFA em ativos de interesse privado como uma ameaça ao futebol.

Com a pressão aumentando e o apoio de federações menos tradicionais, o futuro de Infantino à frente da FIFA parece incerto, refletindo a complexidade das relações no cenário do futebol global.

Fonte: bahianoticias.com.br


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