O médico urologista Samuel Juncal tornou-se alvo de um mandado de busca e apreensão na última quinta-feira (27), em seu apartamento localizado na Ladeira da Barra, em Salvador. A ação foi deflagrada no âmbito da Operação Brilho do Amanhã, conduzida pela Polícia Civil da Bahia, que investiga crimes graves contra crianças e adolescentes em diversas regiões do estado.
Investigações sobre suspeitas de abuso e material ilícito
Segundo o delegado Francisco Geraldo, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DERCA), o inquérito envolvendo o profissional da saúde apura inicialmente uma suspeita de estupro de vulnerável. No decorrer das diligências, os investigadores identificaram também a possibilidade de armazenamento de material pornográfico infanto-juvenil.
As autoridades policiais reforçaram que as investigações seguem em curso. Após a conclusão desta etapa, o investigado deverá ser intimado a comparecer à delegacia para prestar depoimento formal sobre as acusações que pesam contra ele.
Defesa nega acusações e aponta colaboração
Em nota oficial enviada à imprensa, a defesa técnica de Samuel Juncal classificou as acusações como “infundadas e caluniosas”, reiterando a inocência do médico. Os advogados afirmaram que o profissional tem colaborado com as autoridades desde o início do procedimento e que a busca e apreensão realizada foi considerada “desnecessária e desproporcional”.
A defesa destacou ainda que, entre os dias 12, 17 e 20 de agosto, indicou testemunhas à delegacia e preservou o conteúdo de dispositivos móveis do médico e de seus familiares. Segundo os representantes legais, esses elementos serão fundamentais para comprovar a falsidade das denúncias que motivaram a operação.
Contexto da Operação Brilho do Amanhã
A Operação Brilho do Amanhã, uma iniciativa permanente da Polícia Civil da Bahia, contabilizou 14 prisões e 19 mandados de busca e apreensão desde o seu início, em 24 de agosto. A ação abrangeu a capital baiana e diversos municípios do interior, como Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, São Félix, Conceição do Coité e Paulo Afonso.
Conforme detalhado pelo delegado Gabriel Cipriano, do Núcleo Especializado em Repressão a Crimes Contra Crianças e Adolescentes no Ambiente Virtual (NERCA), o armazenamento de material de abuso sexual infantil é classificado como crime de natureza permanente. Isso permite a prisão em flagrante caso o conteúdo seja localizado durante o cumprimento de medidas judiciais. Todos os dispositivos eletrônicos apreendidos serão submetidos a perícia técnica antes que os inquéritos sejam remetidos ao Poder Judiciário. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas pelo BNews.
Fonte: bnews.com.br
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